"petal", da Ariana Grande, pode se tornar o álbum do ano? (POPline Debate)
Jornalistas do POPline compartilham expectativas para o oitavo álbum de estúdio de Ariana Grande, "petal". É um dos mais aguardados de 2026. O post "petal", da Ariana Grande, pode se tornar o álbum do ano? (POPline Debate) apareceu primeiro em POPline.
Falta pouco. Ariana Grande vai entregar seu oitavo álbum de estúdio, "petal", no dia 31 de julho. Até o momento, tudo o que se conhece dele são o single "hate that i made you love me" e um punhado de trechos soltos aqui e acolá. Mas um álbum da Ariana é sempre um lançamento muito popular. Será que ela terá o álbum do ano desta vez?
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1. "hate that i made you love me" foi eleito pela Billboard o segundo melhor single do primeiro semestre de 2026. O que ele antecipa da nova era da cantora?
Bruna Cora: Sonoramente, acredito que o single não apresente grandes novidades e até possa soar repetitivo em alguns momentos. Por outro lado, vejo potencial para que esta seja uma das eras mais interessantes da Ariana no aspecto da composição, dando continuidade ao caminho iniciado em "eternal sunshine". À primeira vista, tanto a música quanto o clipe sugerem uma narrativa de término amoroso, mas muitos críticos e fãs interpretaram a faixa como uma metáfora para a relação parassocial e, por vezes, tóxica da cantora com a mídia e até com parte do próprio fandom. Se essa leitura se confirmar ao longo do álbum, a nova era pode se destacar muito mais pelo conceito e pelas letras do que pela sonoridade.
Leonardo Nascimento: Sinto que o single indica uma era mais minimalista e bastante introspectiva da Ariana. Acredito que a cantora deve trazer um trabalho impecável relacionado às composições, assim como fez no single.
Leonardo Torres: O single marcou a continuação da parceria dela com Max Martin e Ilya, o que sempre rende bons frutos. "hate that i made you love me" não me conquistou de primeira e está longe de ser uma das minhas favoritas da Ariana. Acredito que a faixa me agradará mais dentro da tracklist do álbum. A meu ver, a Ariana tem histórico de não entregar o melhor de um disco no primeiro single. Então é fato que o melhor ainda está por vir. O melhor desta música, para mim, é a letra, com essa possibilidade interessante de falar francamente sobre uma relação tóxica com o público.
Matheus de Carvalho: Não muita coisa, eu diria. Quando Ariana fez seu 'comeback' no início de 2024 com "yes, and?" me fez imaginar que o "eternal sunshine" fosse chegar com essa pegada mais 'cunt' e dançante, mas, aos meus ouvidos, as demais faixas vieram bem diferentes do lead single. Sinceramente, não sei o que esperar desse novo álbum e tô curioso. Espero que surpreenda positivamente, adoraria ter Ariana no meu repeat!
Vanessa Bandeira: A gente vê uma era bem mais crua e sincera da Ariana. Nem todo mundo teria a coragem de começar um projeto com uma música como essa, que fala sobre o peso de ter feito alguém amar ela, aquele sentimento de culpa e o desabafo de estar numa relação desequilibrada. A maioria dos artistas costuma abrir era com single mais animado e comercial, mas a Ari entregou logo de cara um início melancólico e super honesto. Isso só mostra que ela tá sem medo de mostrar vulnerabilidade dessa vez.
2. Ariana Grande definiu "petal" como "cheio de vida e crescendo através das rachaduras de algo frio, duro e desafiador". Quais as suas expectativas para o lançamento?
Vanessa Bandeira: As expectativas são as mais altas possíveis. A metáfora de uma flor que nasce nas rachaduras do concreto traduz perfeitamente o momento atual de Ariana: o retorno aos palcos com sua nova turnê, a virada em sua vida pessoal e a bagagem acumulada durante a era Wicked. Espera-se um álbum dinâmico, que transite entre a beleza da cura e a rigidez dos desafios enfrentados. A presença de faixas explícitas e essa dualidade de sonoridades sugerem que ouviremos um projeto sem filtros, focado na resiliência e na narrativa de quem conseguiu renascer após períodos intensos de exposição e transformação.
Leonardo Torres: Sempre tenho expectativas altas para Ariana Grande. A acompanho desde o primeiro álbum e o único álbum com o qual não me conectei muito foi o "Sweetener" (2018). Acredito que "petal", pela escolha do título e por essa fala da cantora, explorará a fragilidade e as vulnerabilidades dela mais do que nunca. Ariana vem do fim do namoro conturbado com Ethan Slater e um trabalho exaustivo de divulgação de "Wicked", com a pressão da temporada de premiações. Novos temas podem surgir nas músicas do próximo álbum.
Matheus de Carvalho: Falando de forma mais pessoal, eu também acabei de sair de algo "frio, duro e desafiador". Talvez eu mesmo quem tenha buscado isso sem querer, mas enfim, i understand you, Ari! :(((( Não sei se ela quis se referir ao relacionamento dela com o Ethan Slater ou se é alguma outra coisa que a atravessou negativamente… Mas espero muita melancolia, letras profundas sobre término, mas que ao mesmo tempo provoquem aquela sensação de 'refresh', de 'move on!', então que dê também, não necessariamente pra dançar, mas pra se mexer um pouquinho, pra se sentir, como dizem, uma "v*gabunda básica" da era "Dangerous Woman" na hora de botar o fone na academia, no carro, no banho… Preciso disso, Ariana!!!!
Bruna Cora: Com base em "hate that i made you love me", minhas expectativas ainda são moderadas. O single, particularmente, não me empolgou tanto, embora eu tenha achado o clipe excelente. Espero, no entanto, ser surpreendida pelo álbum. Quando Ariana fala sobre algo "cheio de vida e crescendo através das rachaduras", torço para que essa ideia também se reflita na parte musical. Gostaria de ouvir uma instrumentação mais orgânica, com maior presença de instrumentos além do piano e dos sintetizadores, explorando novas texturas e ampliando a identidade sonora do projeto.
Leonardo Nascimento: Acredito que o novo trabalho possa trazer aos fãs a maneira como a cantora lidou e superou críticas durante a era "Wicked", quando sua relação com Cynthia Erivo e seu emagrecimento se tornaram alvo de críticas mundialmente. Ariana pode trazer ao disco a turbulência que viveu.
3. Acredita que "petal" possa se tornar o álbum do ano?
Matheus de Carvalho: Vejo potencial, sim! Como disse, não sei o que esperar da sonoridade desse álbum, mas, mesmo que não me gere tanta identificação, Ariana sempre dá um jeito de fazer com que alguma faixa grude na cabeça… E acho que ela tem narrativa pra fazer acontecer, com mudanças e transformações significativas recentes de sua vida que com certeza veremos o reflexo nas letras. E, no que diz respeito aos charts, ela tem os charts a favor dela. Acredito que vá vingar, sim!
Leonardo Nascimento: Até o momento, é o disco que mais aguardo para ouvir. Acredito que pode, sim, se tornar o álbum do ano, mas a briga com "you seem pretty sad for a girl so in love", de Olivia Rodrigo, será bastante acirrada. No entanto, minha aposta permanece com Ariana, principalmente se o álbum seguir a mesma estética sonora de "hate that i made you love me".
Bruna Cora: É possível, mas considero a disputa deste ano bastante forte. Para alcançar esse posto, acredito que "petal" precisará mostrar uma identidade sonora mais marcante do que a apresentada em "hate that i made you love me". Se o restante do álbum expandir a proposta conceitual, trouxer mais variedade musical e mantiver o nível de composição que Ariana vem desenvolvendo nos últimos trabalhos, ele certamente entra na conversa. Caso contrário, pode acabar sendo um excelente álbum, mas sem o impacto necessário para liderar um ano tão competitivo.
Vanessa Bandeira: Com certeza! Estamos falando de Ariana Grande, né? Só o conceito do nome já é super forte. O que eu mais curto nela é que ela não se prende a uma coisa só, enquanto tem artista que faz o álbum inteiro focado num término, a Ari consegue passear por vários momentos e sentimentos diferentes da vida. Desde o "Eternal Sunshine", ela vem mostrando esse amadurecimento, então "petal" tem tudo pra ser um dos discos mais completos e marcantes do ano.
Leonardo Torres: Já temos álbuns muito bons em 2026, mas nenhum me parece um fenômeno e um marco cultural ao mesmo tempo. O "Confessions II" da Madonna é o mais perto de um marco cultural, mas longe de ser um fenômeno. O "ARIRANG" do BTS é um fenômeno, mas não chega a ser um marco. Dito isso, a vaga está em aberto. Ninguém ditou o tom de 2026 ainda. Pode ter finalmente chegado a vez da Ariana, sim. Mas a divulgação minimalista, paralela à turnê "Eternal Sunshine", pode prejudicar o alcance do trabalho.
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