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Pentágono vai transmitir ao vivo execução por fuzilamento

'Nem precisava pensar', disse Pete Hegseth sobre a decisão de executar Nidal Hasan por fuzilamento; secretário anunciou que o público poderá assistir

11 out 2026 - 11h10
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Resumo
O governo Trump aprovou a primeira execução militar dos EUA desde 1961: Nidal Hasan, condenado por matar 13 pessoas em Fort Hood em 2009, será executado por fuzilamento em 3 de dezembro, com transmissão ao vivo confirmada pelo Pentágono. A medida reflete a defesa de Donald Trump pela ampliação da pena de morte, mas levanta questionamentos jurídicos de especialistas e críticas sobre os altos custos públicos para a implementação desses novos métodos de execução.

A primeira execução militar em mais de seis décadas será transmitida ao vivo, confirmou a Rolling Stone.

Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, em setembro de 2026
Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, em setembro de 2026
Foto: Alex Wong/Getty Images / Rolling Stone Brasil

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Na quinta-feira, o secretário de Defesa Pete Hegseth disse ao canal conservador Real America's Voice News que a execução de Nidal Hasan por fuzilamento ocorrerá em Fort Hood no dia 3 de dezembro. Hasan foi condenado por matar 13 pessoas e ferir outras 32 em um ataque a tiros ocorrido em 2009 na base militar.

Questionado sobre o processo de decisão, Hegseth respondeu: "Nem precisava pensar. Execução por fuzilamento". E acrescentou: "Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público, porque as pessoas precisam entender que há consequências sérias para esse tipo de coisa".

O presidente Donald Trump aprovou a execução por fuzilamento na segunda-feira. As Forças Armadas dos Estados Unidos não realizam uma execução com pena de morte desde 1961, segundo a NPR, e o anúncio gerou preocupação entre especialistas em direito militar sobre se o procedimento exigido para determinar uma execução foi seguido.

Trump já deixou claro que é um grande defensor da pena de morte e há muito tempo busca ampliar seu uso. Em seus últimos seis meses, seu primeiro governo executou mais pessoas (13) do que os 10 governos presidenciais anteriores somados. Em 2023, a Rolling Stone noticiou que Trump manifestou o desejo de retomar os fuzilamentos, os enforcamentos e até as execuções por guilhotina caso voltasse ao poder. Em abril, o Departamento de Justiça de Trump anunciou que retomaria os fuzilamentos como método de execução de pessoas condenadas à morte.

"Ele tinha uma preferência especial pelo pelotão de fuzilamento, porque parecia mais dramático do que o método que usamos, em que colocamos uma seringa nas pessoas e as fazemos dormir", disse à Rolling Stone, em 2023, um ex-funcionário da Casa Branca. "Ele gostava da ideia de executar grandes números de traficantes e chefes do tráfico porque dizia: 'Essas pessoas não se importam com nada' e que elas comandam seu império de drogas e fazem negócios da prisão mesmo assim; depois, voltam às ruas, recuperam todo o dinheiro e continuam cometendo crimes… e, portanto, precisam ser eliminadas, não encarceradas".

Ao comentar as críticas e os custos financeiros da retomada das execuções por fuzilamento, Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, disse anteriormente à Rolling Stone: "Será preciso desenvolver protocolos e construir novas instalações para viabilizar o uso desses métodos de execução. A implementação desses novos métodos exigirá um investimento enorme de dinheiro dos contribuintes e de recursos públicos. E não acho que o público americano ficará satisfeito com a ideia de que é nisso que seus recursos e o dinheiro dos contribuintes estão sendo gastos".

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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