Pentágono vai transmitir ao vivo execução por fuzilamento
'Nem precisava pensar', disse Pete Hegseth sobre a decisão de executar Nidal Hasan por fuzilamento; secretário anunciou que o público poderá assistir
O governo Trump aprovou a primeira execução militar dos EUA desde 1961: Nidal Hasan, condenado por matar 13 pessoas em Fort Hood em 2009, será executado por fuzilamento em 3 de dezembro, com transmissão ao vivo confirmada pelo Pentágono. A medida reflete a defesa de Donald Trump pela ampliação da pena de morte, mas levanta questionamentos jurídicos de especialistas e críticas sobre os altos custos públicos para a implementação desses novos métodos de execução.
A primeira execução militar em mais de seis décadas será transmitida ao vivo, confirmou a Rolling Stone.
🎧 Do universo de fã ao universo da música: tudo que você ama em um só lugar. Siga @terrasonora
Na quinta-feira, o secretário de Defesa Pete Hegseth disse ao canal conservador Real America's Voice News que a execução de Nidal Hasan por fuzilamento ocorrerá em Fort Hood no dia 3 de dezembro. Hasan foi condenado por matar 13 pessoas e ferir outras 32 em um ataque a tiros ocorrido em 2009 na base militar.
Questionado sobre o processo de decisão, Hegseth respondeu: "Nem precisava pensar. Execução por fuzilamento". E acrescentou: "Vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público, porque as pessoas precisam entender que há consequências sérias para esse tipo de coisa".
Secretary Hegseth was asked about the execution of Nidal Hasan:
"No-brainer—execution by firing squad...
Of course we're doing it at Fort Hood. We're going to do it at 1 o'clock—which is when he did it. It's going to be soldiers with rifles executing the firing squad."
— DOW Rapid Response (@DOWResponse) October 8, 2026
O presidente Donald Trump aprovou a execução por fuzilamento na segunda-feira. As Forças Armadas dos Estados Unidos não realizam uma execução com pena de morte desde 1961, segundo a NPR, e o anúncio gerou preocupação entre especialistas em direito militar sobre se o procedimento exigido para determinar uma execução foi seguido.
Trump já deixou claro que é um grande defensor da pena de morte e há muito tempo busca ampliar seu uso. Em seus últimos seis meses, seu primeiro governo executou mais pessoas (13) do que os 10 governos presidenciais anteriores somados. Em 2023, a Rolling Stone noticiou que Trump manifestou o desejo de retomar os fuzilamentos, os enforcamentos e até as execuções por guilhotina caso voltasse ao poder. Em abril, o Departamento de Justiça de Trump anunciou que retomaria os fuzilamentos como método de execução de pessoas condenadas à morte.
"Ele tinha uma preferência especial pelo pelotão de fuzilamento, porque parecia mais dramático do que o método que usamos, em que colocamos uma seringa nas pessoas e as fazemos dormir", disse à Rolling Stone, em 2023, um ex-funcionário da Casa Branca. "Ele gostava da ideia de executar grandes números de traficantes e chefes do tráfico porque dizia: 'Essas pessoas não se importam com nada' e que elas comandam seu império de drogas e fazem negócios da prisão mesmo assim; depois, voltam às ruas, recuperam todo o dinheiro e continuam cometendo crimes… e, portanto, precisam ser eliminadas, não encarceradas".
Ao comentar as críticas e os custos financeiros da retomada das execuções por fuzilamento, Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, disse anteriormente à Rolling Stone: "Será preciso desenvolver protocolos e construir novas instalações para viabilizar o uso desses métodos de execução. A implementação desses novos métodos exigirá um investimento enorme de dinheiro dos contribuintes e de recursos públicos. E não acho que o público americano ficará satisfeito com a ideia de que é nisso que seus recursos e o dinheiro dos contribuintes estão sendo gastos".
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.