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O que fazia Charlie Watts ser tão bom baterista, segundo Mick Jagger e Ronnie Wood

Colegas de banda exaltam a convivência e a bagagem do saudoso músico dos Rolling Stones que deixou sua marca na bateria do rock

24 ago 2026 - 12h37
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Resumo
Integrantes dos Rolling Stones exaltam a genialidade de Charlie Watts, destacando que sua formação no jazz trouxe um swing e uma sutileza únicos para o rock da banda. Mick Jagger ressalta que Watts se diferenciava por um estilo suave e discreto, sem o volume excessivo comum a outros bateristas, enquanto Ronnie Wood enfatiza a intensa sintonia musical que mantinham e o respeito com que ele preparou seu sucessor, Steve Jordan, consolidando um legado lendário de quase 60 anos.
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Como um estilo suave, discreto, relaxado e de baixa intensidade ao tocar bateria pode ser o diferencial de um músico numa das maiores bandas de rock do mundo? A trajetória de Charlie Watts explica, pois foi o que marcou os quase 60 anos de dedicação dele à batida dos Rolling Stones.

Charlie Watts, dos Rolling Stones, em 2016
Charlie Watts, dos Rolling Stones, em 2016
Foto: Kevin Winter / Getty Images / Rolling Stone Brasil

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A origem musical dele e o conhecimento que tinha de diferentes gêneros fazem Watts ser exaltado pelos antigos companheiros de banda, que renderam elogios e comentários afáveis ao colega — cuja morte completa cinco anos nneste dia 24 de agosto.

Em entrevista a Zane Lowe, da Apple Music 1 (via Ultimate Guitar), Mick Jagger ressaltou:

"Ele era um baterista de jazz, na verdade, que tocava rock muito bem. Quer dizer, ele obviamente era um baterista de rock, mas foi criado no jazz. Isso te dá uma técnica diferente."

O líder dos Stones se rendeu ao "swing" do baterista com quem conviveu por décadas:

"Ele sempre, qualquer estilo que tocasse, tinha swing. Ele não era um baterista barulhento e potente. Ele era mais sutil."

Jagger faz a diferenciação entre Charlie Watts e o atual baterista dos Stones, Steve Jordan.

"Ele era um baterista relativamente tranquilo. Claro que, no estúdio, você não percebe isso porque pode aumentar o volume o quanto quiser. Mas, na verdade, ao vivo, ele não era um baterista barulhento. O Steve é muito barulhento ao vivo, comparado ao Charlie."

Antes de se tornar baterista dos Stones, em janeiro de 1963, Charlie Watts integrava a banda Blues Incorporated e tocava em casas londrinas de R&B. Foi visto por Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones e convidado para entrar para os Rolling Stones.

Mais méritos de Charlie Watts

Na mesma entrevista a Zane Lowe, Ronnie Wood relembrou a convivência e o trabalho com Charlie Watts:

"Se, por exemplo, eu tocasse 'Emotional Rescue' com ele, como fiz no disco, havia muita interação. Eu tocava acompanhando a bateria dele. Era ótimo! E ele tocava junto com meu baixo, e depois com a guitarra."

Wood conclui, citando o quanto Watts era respeitado e admirado por Steve Jordan:

"Ele transmitiu muito desse respeito (pela banda e pela música) a Steve Jordan. Steve o observava o tempo todo, e Charlie sabia disso, e passou o bastão para Steve."

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