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O pior álbum do Rush, de acordo com Geddy Lee

'Imediatamente esse vem à mente quando se fala do pior disco do Rush. Mas, curiosamente, eu conheci muitos fãs que amam esse disco', afirma o frontman da banda canadense

22 jun 2026 - 14h20
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O Rush construiu um catálogo musical praticamente irretocável. Mesmo em fases diversas de sua trajetória, a banda canadense composta na maior parte do tempo por Geddy Lee (voz, baixo e teclados), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria) lançou álbuns elogiados e realizou turnês com apresentações de alto nível técnico.

Rush em 1978
Rush em 1978
Foto: Fin Costello / Redferns via Getty Images / Rolling Stone Brasil

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Porém, como todo grupo que fica por tanto tempo em atividade, o trio teve seus "tropeços". O mais notório deles, na opinião de Lee, se deu justamente nos anos iniciais do grupo.

Em entrevista de 2020 à revista Classic Rock (via Far Out Magazine), o vocalista e multi-instrumentista definiu Caress of Steel (1975) como o pior álbum da carreira do Rush. Curiosamente, ele foi disponibilizado entre dois grandes clássicos do trio: Fly by Night (1975), que marcou a estreia de Neil Peart, e 2112 (1976), que consolidou a transição para uma sonoridade mais progressiva.

Geddy comenta:

"Imediatamente Caress of Steel vem à mente quando se fala do pior disco do Rush. Mas, curiosamente, eu conheci muitos fãs que amam esse disco."

https://open.spotify.com/album/3U3iBmoTag1wxENqHq2ZqF

Outro ponto baixo

Na mesma ocasião, Geddy Lee citou outro álbum que certamente não está entre os mais apreciados: Presto (1989). O disco trouxe a banda colocando fim nos experimentos com sintetizadores feitos na década de 1980. Mesmo trazendo músicas como "Show Don't Tell" e "The Pass", o material, segundo ele, não agrada os fãs.

"Acho que Presto decepcionou muitos fãs. O trabalho de composição dele é um pouco monótono."

Rush e Caress of Steel

Talvez Geddy Lee não enxergue Caress of Steel como um bom álbum justamente por seu caráter transitório. Foi o primeiro disco em que o Rush realmente explorou a sonoridade progressiva, que só se consolidaria a partir do sucessor 2112.

Alex Lifeson, inclusive, entende que Caress of Steel possibilitou a bem-sucedida carreira posterior do grupo. Em entrevista de 1980 à revista Guitar Player, ele comentou:

"Sem Caress of Steel, não poderíamos ter feito 2112. E este último, para nós, foi como voltar com força total. Foi naquela época que dissemos: 'tudo bem, todo mundo quer que façamos músicas curtas e legais, como fizemos no primeiro álbum'. Ou faríamos isso, ou simplesmente falamos: 'vão se ferrar, faremos o que quisermos'. Essa última opção foi a que escolhemos, então chegamos com 2112. Ainda é o sentimento que tenho com esse álbum nos dias de hoje. Posso sentir a hostilidade pairando."

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