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Lis Avancini rebate críticas ao pop gospel: "Jamais abandonarei minha verdade" (ENTREVISTA)

Em entrevista exclusiva ao POPline, a cantora Lis Avancini, de apenas 18 anos, celebrou o atual momento do pop gospel no Brasil — recentemente apontado por uma pesquisa da Globo/Quaest como o segundo gênero mais ouvido do país. Fenômeno digital com mais de 30 milhões de views no YouTube, a artista aproveitou o lançamento surpresa […] O post Lis Avancini rebate críticas ao pop gospel: "Jamais abandonarei minha verdade" (ENTREVISTA) apareceu primeiro em POPline.

22 jun 2026 - 15h02
(atualizado às 15h10)
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Em entrevista exclusiva ao POPline, a cantora Lis Avancini, de apenas 18 anos, celebrou o atual momento do pop gospel no Brasil — recentemente apontado por uma pesquisa da Globo/Quaest como o segundo gênero mais ouvido do país. Fenômeno digital com mais de 30 milhões de views no YouTube, a artista aproveitou o lançamento surpresa de uma releitura do clássico "Getsêmani" para analisar o protagonismo feminino na música cristã, comentar as frequentes comparações com Priscilla Alcantara e revelar como blinda sua carreira das cobranças tradicionais da igreja!

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(Foto: Instagram @lis_avancini)
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Foto: Popline

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Revelada nacionalmente no quadro "Shadow Brasil Gospel", do Programa Raul Gil, a capixaba Lis Avancini converteu a forte presença digital em consistência de mercado ao assinar com a gravadora Musile Records. Vivendo uma sequência de lançamentos em 2026, seu single mais recente, "Além da Medicina", foi composto em parceria com o veterano Anderson Freire. A faixa aposta em uma sonoridade contemporânea para dialogar diretamente com as crises emocionais e ansiedades da Geração Z.

A força de Lis espelha o atual momento do mercado da música cristã, impulsionado pelo consumo massivo no streaming e no TikTok. A transição do nicho congregacional para o mainstream das plataformas gerou um ecossistema robusto estruturado por clipes cinematográficos e direções criativas que atraem o público jovem. No entanto, furar a bolha e carregar a estética pop para dentro do segmento traz grandes responsabilidades.

"Sei que externar tudo aquilo que ecoa dentro de mim através das canções com tão pouca idade, principalmente com a vertente musical do Pop no Gospel, é uma grande responsabilidade. Meu desejo é que mais e mais pessoas sejam alcançadas por esse som, por essa verdade e por essa mensagem", pontua Lis.

Comparações com Priscilla Alcantara e conselho de família

(Foto: Instagram @lis_avancini)
(Foto: Instagram @lis_avancini)
Foto: Popline

A fusão de linguagens, que no passado colocou nomes como Priscilla Alcantara sob forte escrutínio da comunidade tradicional, é vista por Lis como um propósito inegociável. A jovem artista não esconde a admiração pela colega de nicho e encara com naturalidade os paralelos traçados pelo público: "Ela abriu muitos caminhos na Música Pop Gospel e é sem dúvidas uma grande artista".

Sobre as cobranças estéticas e os julgamentos por apostar em um formato moderno, a cantora bate o pé sobre sua identidade artística e resgata um conselho fundamental que recebeu em casa:

"Não é um caminho fácil. Meu pai sempre me disse uma frase, que guardo em meu coração, para momentos em que preciso lidar com comentários ruins, negativos e depreciativos ao meu respeito. Ele disse: 'Em árvores que dão frutos, eles atiram pedras.' Uma das coisas que eu jamais vou fazer, independente de críticas, haters e comentários negativos, é abandonar a verdade que eu acredito e que Cristo colocou dentro de mim para suprir expectativas inalcançáveis de outras pessoas. Eu amo tanto o Senhor e a música, que não me vejo fazendo qualquer outra coisa. Então, por mais que seja um caminho ousado e diferente, eu o escolho".

Protagonismo feminino e regravação especial

(Foto: divulgação)
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Foto: Popline

Para a cantora, o crescimento desse movimento ajuda a pavimentar e validar o espaço das mulheres no topo das paradas cristãs. Ela celebra o orgulho de ver tantas mulheres escolhendo ocupar espaços no mercado atual, usando a própria voz como instrumento político e de fé.

"Fazer parte desse grupo é de uma responsabilidade tão linda, de certa forma me sinto voz para que muitas mulheres possam expor a sua fé, a sua essência, a sua música e a sua verdade. É de uma valia muito preciosa para nós", explica.

Essa sensibilidade artística se reflete diretamente na conexão com sua geração. Sobre a faixa "Além da Medicina", escrita com Anderson Freire, a artista destaca o papel de acolhimento da música para uma juventude que enfrenta crises de ansiedade:

"Podemos ver na nossa geração o reflexo de tantas pessoas feridas, tristes e sem saber para onde ir. Essa canção veio pra tentar trazer alívio e paz para muitos corações".

Para fechar o ciclo de novidades, a cantora surpreendeu o público com o lançamento de uma releitura de "Getsêmani", clássico que marcou sua infância. Segundo ela, poder colocar sua identidade pop em uma faixa tão tradicional funciona como um afago para sua própria trajetória:

"Getsêmani é uma regravação linda demais! Foi uma canção que sempre ouvi em toda a minha infância, tocava nas igrejas e nos eventos que eu ia, alcançava meu coração de um jeito diferente sempre que ouvia. Poder fazer essa releitura foi um presente do céu pra mim e pra Lis de cinco aninhos".

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