Mike Browning, baterista fundador do Morbid Angel, morre aos 62 anos
Músico ajudou a moldar o death metal com o Morbid Angel e também marcou o gênero à frente do Nocturnus
Baterista, vocalista e um dos fundadores do Morbid Angel, Mike Browning morreu aos 62 anos. A informação foi confirmada na última segunda-feira, 13, pela gravadora Profound Lore Records e, posteriormente, pela própria banda, que prestou uma homenagem ao músico nas redes sociais. A causa e a data exata da morte ainda não foram divulgadas.
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"Descanse em paz, Mike. Obrigado por ajudar a tornar tudo isso possível. Nossas condolências à família, especialmente à sua filha", escreveu o grupo Morbid Angel.
A morte do músico repercutiu entre nomes importantes do metal. O baterista Dirk Verbeuren, do Megadeth, o definiu como "uma lenda musical e uma das pessoas mais gentis" que conheceu. Michael Amott, do Arch Enemy e do Carnage, e Alex Bouks, do Immolation, também prestaram homenagens a Browning, reconhecendo sua contribuição para a consolidação do death metal e sua influência sobre gerações de músicos.
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Nascido em 26 de maio de 1964, em Tampa, na Flórida, Browning começou a tocar bateria aos 13 anos, inspirado por bandas como Black Sabbath e Led Zeppelin. Pouco tempo depois, passou a incorporar influências de grupos como Slayer, Angel Witch e Mercyful Fate, o que o aproximou do guitarrista Trey Azagthoth.
Em 1983, os dois fundaram o Morbid Angel, em Tampa, cidade que mais tarde se tornaria um dos principais polos do death metal mundial. Nos primeiros anos da banda, Browning acumulava as funções de baterista e vocalista, contribuindo para definir a identidade sonora do grupo com riffs pesados, blast beats e apresentações intensas.
A trajetória de Browning no Morbid Angel chegou ao fim em 1986, após desentendimentos com Azagthoth. Ele deixou a banda antes do lançamento de Abominations of Desolation, álbum gravado naquele período, mas que permaneceu engavetado e só foi disponibilizado ao público, em formato de demo, em 1991. No disco, Browning assinou tanto a bateria quanto os vocais.
Após uma breve passagem pela banda Incubus, de Tampa — sem relação com o grupo de rock alternativo homônimo —, o músico fundou o Nocturnus, em 1987. A banda inovou ao misturar death metal com elementos de ficção científica, sintetizadores e influências progressivas, proposta incomum para a época.
Álbum se tornou uma referência do death metal progressivo
O álbum de estreia, The Key (1990), se tornou uma referência do death metal progressivo e é considerado por críticos e músicos uma das obras mais importantes do estilo. Browning permaneceu no grupo até 1992, quando foi desligado após o lançamento de Thresholds, segundo disco da banda. O Nocturnus também lamentou a morte do ex-integrante e manifestou solidariedade aos familiares, especialmente à filha dele.
Em 2013, Browning retomou o projeto sob o nome Nocturnus AD, com uma nova formação. À frente da banda, lançou os álbuns Paradox (2019) e Unicursal (2024), além de participar de projetos paralelos ao lado da cantora Lisa Lombardo, como After Death, Devine Essence e Wolf and Hawk.
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