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Roger Taylor dá a entender que o Queen está considerando um show inspirado em ABBA Voyage

Lendário baterista sinaliza nova era para shows do Queen, acendendo debate sobre o legado de Mercury

11 set 2026 - 13h42
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Resumo
O baterista Roger Taylor revelou que o Queen estuda usar tecnologia de avatares para futuros shows, inspirando-se no modelo do ABBA Voyage para recriar a presença de Freddie Mercury nos palcos. O guitarrista Brian May apoia entusiasticamente a ideia de reviver a formação original digitalmente, ampliando o legado do grupo para novas gerações. Contudo, May ressalta que essa produção holográfica completa deve ocorrer apenas após o encerramento definitivo das atividades da banda ao vivo.
Roger Taylor dá a entender que o Queen está considerando um show inspirado em ABBA Voyage
Roger Taylor dá a entender que o Queen está considerando um show inspirado em ABBA Voyage
Foto: The Music Journal

O rock, sempre em busca de novas fronteiras, parece estar prestes a testemunhar uma revolução comandada por lendas. Roger Taylor, o icônico baterista do Queen, lançou uma bomba no cenário da música ao sugerir que a banda está seriamente ponderando mergulhar de cabeça na tecnologia de avatares para seus futuros espetáculos.

A ideia não é apenas redefinir a experiência ao vivo, mas, de maneira mais provocadora, ressuscitar a presença inigualável de Freddie Mercury nos palcos, sob uma ótica moderna e profundamente imersiva.

O Eco da Inovação e o Diálogo dos Titãs

Em uma conversa reveladora com Chris Evans no Virgin Radio Breakfast Show, Roger Taylor confirmou que ele e o guitarrista Sir Brian May, vizinhos e parceiros de longa data, têm discutido intensamente sobre as possibilidades que a tecnologia de shows oferece atualmente.

A velocidade com que as transmissões ao vivo e as projeções digitais evoluíram é um ponto central dessas conversas.

Embora Evans tenha brincado sobre a possibilidade de "sair em turnê com Freddie", Roger foi categórico: Freddie Mercury é insubstituível. No entanto, ele admitiu que a proposta de performances baseadas em avatares "está mais ou menos" no mesmo patamar de imersão que se busca.

Essa declaração marca uma mudança notável na postura de Roger Taylor. Anteriormente, ele havia expressado ressalvas, mesmo após "se divertir" e "apreciar" o inovador ABBA Voyage.

"Não achei as projeções em si muito convincente. Acho que a tecnologia evoluiu muito desde o início do programa do ABBA, e acredito que muito mais pode ser feito"

Brian May e a Visão do Futuro

Se Roger está cautelosamente otimista, Brian May está "muito entusiasmado" com a perspectiva de um show holográfico do Queen. O guitarrista expressou abertamente à revista The Big Issue o quanto a ideia de recriar a formação original — Freddie Mercury, John Deacon, Roger Taylor e ele mesmo — em um formato digital o "atrai muito".

A ascensão de espaços como o Sphere em Las Vegas (EUA), que prometem experiências visuais e sonoras sem precedentes, apenas amplifica o apelo dessa nova era.

May ressaltou que Freddie já faz parte dos shows ao vivo do Queen, com sua imagem e voz surgindo durante a emocionante performance de Love of My Life. Contudo, ele acredita que o potencial vai "muito além" de simplesmente exibir imagens de arquivo. A meta seria criar uma versão moderna do Queen, uma reinterpretação digital que dialogue com as novas gerações.

Sua imersão recente nas reedições de Queen I e Queen II reacendeu seu interesse em como o legado da banda pode ser apresentado de forma inovadora.

Legado, Tecnologia e Fandom: Uma Nova Conexão

A discussão sobre avatares e hologramas, que ganha força no epicentro da cultura pop, não é apenas sobre tecnologia, mas sobre a própria natureza da experiência musical e a perpetuação do legado. Em um mundo dominado pelo streaming e pela busca incessante por conteúdo inovador, a ideia de um Queen virtual pode ser a ponte perfeita entre o passado glorioso e o futuro digital. É uma forma de manter a chama de Freddie Mercury acesa para milhões de fãs que nunca o viram ao vivo, e para as novas gerações que o descobrem através das plataformas digitais e do cinema, como o sucesso de "Bohemian Rhapsody" demonstrou.

Apesar do entusiasmo, Brian May já havia ponderado sobre o timing dessa inovação. Ele afirmou que não veria com bons olhos uma versão holográfica do Queen enquanto os membros remanescentes ainda estivessem em atividade. No entanto, quando a jornada da banda "acabar", ele estaria plenamente aberto a uma produção completamente digital. Essa distinção temporal é crucial e sugere que a banda busca honrar sua trajetória ao vivo enquanto pavimenta um caminho para o futuro de seu imenso legado.

O que está em jogo é a reinvenção de uma lenda para a eternidade digital.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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