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Mariah Carey tem processo por difamação movido por irmão extinto em Nova York

Juíza de Nova York concluiu que Morgan Carey não comprovou dolo da cantora em passagens de sua autobiografia.

20 out 2026 - 13h40
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Resumo
A Justiça de Nova York encerrou o processo por difamação movido contra Mariah Carey por seu irmão mais velho, Morgan Carey. A ação contestava passagens da autobiografia da cantora, lançada em 2020. A juíza Leslie A. Stroth concluiu que o autor não comprovou malícia real ou dolo deliberado por parte da artista ao relatar episódios familiares e do passado do irmão. A decisão, favorável à artista, encerra o caso em primeira instância, embora a defesa de Morgan tenha manifestado intenção de recorrer.
Mariah Carey tem processo por difamação movido por irmão extinto em Nova York
Mariah Carey tem processo por difamação movido por irmão extinto em Nova York
Foto: The Music Journal

A batalha judicial movida contra Mariah Carey por seu irmão mais velho chegou ao fim na Justiça de Nova York, nos Estados Unidos. O tribunal encerrou por completo o processo de difamação decorrente de episódios narrados em The Meaning of Mariah Carey, livro autobiográfico que a artista colocou no mercado em 2020. O caso foi divulgado pela Billboard.

Responsável pelo julgamento, a juíza Leslie A. Stroth considerou que não houve comprovação do princípio legal de malícia real por parte da cantora. Pela legislação estadual vigente, Morgan Carey teria a obrigação de evidenciar que as menções foram publicadas com consciência deliberada de falsidade ou negligência flagrante quanto aos fatos, elemento que não se confirmou no processo.

Ao redigir o veredito, a magistrada sublinhou a fragilidade dos argumentos apresentados: "O Tribunal considera que o Requerente não alegou suficientemente dolo por parte do Réu", declarou Leslie A. Stroth.

A decisão judicial pontuou ainda: "A parte autora alegou que a parte ré estava mais preocupada com a "viabilidade comercial" de seu livro de memórias do que com a verificação da veracidade de suas declarações, e que as fontes da parte ré para tais afirmações são anônimas e/ou inverificáveis.

O embate perante a corte começou em 2021, época em que a publicação alcançou a liderança da lista de mais vendidos do The New York Times. Na ação, o irmão contestava descrições de confrontos físicos no ambiente familiar e supostas conexões suspeitas no mercado fonográfico. Boa parte das contestações acabou descartada em 2022, restando somente menções pontuais a passagens criminais e histórico com substâncias durante os anos 1980.

Em nota sobre o resultado favorável, o representante legal da cantora, John Rosenberg, afirmou: "A Sra. Carey sente-se satisfeita pelo fato de o Tribunal ter reconhecido que seu livro de memórias aborda questões relevantes de interesse público e por ter rejeitado, na íntegra, as alegações de difamação feitas por seu irmão".

O advogado acrescentou que "A Sra.

Do lado oposto, a defesa de Morgan Carey adiantou a intenção de apelar contra a determinação. ".

Apesar da discordância, a sentença encerra a tramitação em primeira instância.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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