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Xuxa rebate ex-Paquita em assunto ligado a cachês

Juliana Baroni revela bastidores financeiros e apresentadora confirma detalhes

3 jun 2026 - 16h00
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Xuxa rebate ex-Paquita em assunto ligado a cachês
Xuxa rebate ex-Paquita em assunto ligado a cachês
Foto: The Music Journal

A nostalgia que envolve a era de ouro da Xuxa no Brasil trouxe à tona discussões sobre os bastidores financeiros que moldaram a vida das Paquitas.

Recentemente, Juliana Baroni, uma das icônicas assistentes de palco da Rainha dos Baixinhos, desvendou detalhes sobre os pagamentos recebidos entre 1990 e 1995 que chacoalharam o imaginário popular e provocaram uma resposta direta da própria apresentadora. Em uma entrevista reveladora ao podcast Os Bastidores de Tudo, Juliana Baroni jogou luz sobre uma realidade distante da opulência frequentemente associada à fama.

Para o público, a vida das Paquitas era sinônimo de glamour e riqueza. No entanto, Juliana Baroni fez questão de desmistificar essa percepção. Embora o dinheiro auxiliasse no cotidiano de uma garota de apenas 11 anos, os valores não eram suficientes para sustentar uma vida de luxo, muito menos para construir um patrimônio.

A atriz, com a intenção de contextualizar a situação sem gerar polêmica desnecessária, comparou os cachês das Paquitas com os valores estratosféricos que Xuxa recebia em suas apresentações.

"Se a Xuxa ganhava 80 mil, 100 mil na época para fazer um show, as Paquitas ganhavam 200 reais", declarou ela a Léo Paiva.

Essa diferença brutal expôs a desproporção entre a figura central e o elenco de apoio, algo comum na indústria do entretenimento, mas raramente discutido abertamente.

Apesar do cachê por show ser modesto, Juliana Baroni esclareceu que o engajamento das Paquitas ia muito além das aparições no palco. A soma de todas essas atividades resultava em uma quantia considerável para a época.

"Era muito trabalho. Como a gente fazia show, filme, gravava disco, tinha o salário da Globo, os salários somados davam uma boa quantia. Mas não o suficiente pra você ficar rica, comprar apartamento, nada disso, nada, não tinha isso", explicou a atriz.

Essa multifacetada rotina de trabalho, embora financeiramente recompensadora em um panorama geral para jovens, não garantia a independência econômica que muitos fãs imaginavam.

Léo Paiva questionou se a ascensão meteórica da fama das Paquitas se traduziu em um aumento proporcional dos ganhos ao longo do tempo. A resposta de Juliana Baroni foi direta: não. "Mais e mais famosas, mas isso não significa que a gente foi ganhando mais e mais dinheiro", afirmou.

Segundo ela, mesmo com o aumento da visibilidade e do volume de trabalho, a proporção dos pagamentos permaneceu relativamente estável.

A atriz, que integrou o grupo entre 1990 e 1995, destacou que, por uma gestão cuidadosa de sua mãe, ela foi uma das poucas Paquitas de sua geração que conseguiu poupar dinheiro. Este depoimento ressalta a importância da gestão financeira em meio à efervescência da vida artística, especialmente para jovens artistas.

A repercussão das declarações de Juliana Baroni foi imediata e chegou aos ouvidos da própria Xuxa Meneghel. A apresentadora não hesitou em se manifestar publicamente, confirmando a veracidade dos fatos. Em uma publicação nas redes sociais, Xuxa corroborou o relato da ex-Paquita, adicionando uma camada crucial de informação sobre como os pagamentos eram administrados.

"Mais pura verdade? lembrando a todos que eu pagava o cachê (saia do meu dinheiro) pra elas (NÃO) nem eu sabia quando ganhava e quanto ganhava sempre quem cuidou de dinheiro Mattos (SEMPRE FOI ASSIM)", declarou Xuxa.

Esta declaração é um divisor de águas, pois revela que os cachês das Paquitas eram, de fato, deduzidos dos recursos da própria Xuxa, e não de uma fonte externa. Contudo, a apresentadora deixou claro que não tinha controle direto sobre a administração desses valores. Ela apontou Marlene Mattos, sua ex-empresária e uma figura central na gestão de sua carreira e projetos na época, como a responsável por toda a administração financeira.

Essa confirmação de Xuxa não apenas endossa as palavras de Juliana Baroni, mas também ilumina a complexa estrutura de poder e gestão que existia nos bastidores de um dos maiores fenômenos da cultura pop brasileira. A discussão sobre os cachês das Paquitas transcende a mera curiosidade e se torna um estudo de caso sobre as dinâmicas de poder e as realidades financeiras no universo do estrelato.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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