Site critica shows de Justin Bieber, Madonna, BTS e Shakira: "decepcionantes"
Evento com um elenco estelar, segundo o Page Six, naufragou em meio a críticas de "lixo" e gafes de produção
A expectativa era gigantesca, mas segundo o site Page Six, o evento foi "decepcionante". Nomes como Justin Bieber, Madonna e BTS prometiam um espetáculo inesquecível no intervalo da final da Copa do Mundo 2026.
Curado por Chris Martin, vocalista do Coldplay, o evento que deveria ser um marco na história da Copa, tornou-se um exemplo de como uma constelação de estrelas pode falhar em brilhar em conjunto.
A performance, que marcou o primeiro show de intervalo na história da FIFA World Cup, foi precedida por uma campanha de marketing que explorava o conceito de união. Um vídeo adorável, divulgado em maio, mostrava Chris Martin convidando os membros do BTS para o evento, com a participação dos icônicos personagens da Vila Sésamo e dos Muppets.
"É uma oportunidade de mostrar o quão incríveis são todos os diferentes tipos de seres humanos", declarou Martin no vídeo, enfatizando que o show seria mais sobre "nós" do que sobre "eu", em um apelo à união. A mensagem era nobre, mas a execução...
Um Desfile de Desconexões
A Rainha do Pop performou Music, mas não ao vivo. Fãs e críticos notaram o playback enquanto dançarinos patinavam ao seu redor, criando uma atmosfera que muitos consideraram artificial. Para piorar, sua apresentação incluiu um segmento inexplicável com o boneco Animal dos Muppets tocando bateria ao som de Seven Nation Army, do White Stripes, uma escolha que deixou a plateia e os espectadores em casa completamente perdidos quanto à sua relevância.
Em seguida, o BTS entregou uma performance enérgica, mas previsível, de Dynamite. A transição, no entanto, foi abrupta e inusitada, com a aparição surpresa de Jason Sudeikis como seu personagem Ted Lasso, que introduziu Justin Bieber. O ritmo que o BTS havia construído foi imediatamente quebrado por Bieber, que optou por uma versão acústica de seu sucesso Everything Hallelujah, tocando violão e criando um contraste excessivo com a energia anterior.
A energia retornou com Shakira, que subiu ao palco com Burna Boy para cantar Dai Dai, incendiando a plateia com seus movimentos característicos.
Contudo, a cada nova entrada, a sensação de um show desconexo e sem uma linha condutora clara se aprofundava. "
Críticas e o Veredito do Público
O encerramento ficou a cargo do próprio Coldplay, acompanhado por Gustavo Dudamel e o PS22 Chorus, um coral de alunos do 4º e 5º ano de Nova York. As crianças, vestidas com camisetas coloridas, dançaram animadamente enquanto a palavra "Love" era formada no campo, um momento visualmente cativante. No entanto, nem mesmo essa nota emotiva foi suficiente para resgatar a produção improvisada.
As redes sociais foram implacáveis. No X (antigo Twitter), um espectador classificou o show com cinco de dez:
"Madonna, Bieber e as crianças no final poderiam ter sido cortados. 90% da apresentação da Madonna parece pré-gravada. A seleção de músicas do Bieber foi ruim. De empolgação a decepção.
Eu entendi a mensagem do show do intervalo, mas poxa. Deveriam ter sido só BTS e Shakira."
Outro comentário foi ainda mais incisivo:
Assistir ao show do intervalo da Copa do Mundo me deixou sem palavras. O futebol era o entretenimento. O show do intervalo foi uma degradação cultural. Dolorosamente vazio. Um circo
A falta de coesão foi um tema recorrente, com um espectador descrevendo a performance como "desconectada", "tematicamente inconsistente e, na verdade, sem qualquer visão".
O Contexto e o Futuro dos Grandes Eventos
Apesar da falha artística, o show tinha um propósito maior: apoiar o Fundo Global de Educação Cidadã da FIFA, que busca arrecadar US$ 100 milhões para ampliar o acesso à educação e ao futebol para crianças. Com mais de US$ 50 milhões já arrecadados, e US$ 1 de cada ingresso da Copa do Mundo 2026 sendo doado, o impacto social pode ser significativo, mesmo que o espetáculo musical tenha deixado a desejar.
A final da Copa do Mundo 2026, que viu a Espanha vencer a Argentina, foi um evento de proporções gigantescas, com celebridades como Tom Cruise, Brad Pitt e Kylie Jenner nas arquibancadas. Ainda de acordo com o Page Six, o produtor de marketing de eventos esportivos David Spencer observou que eventos como a Copa do Mundo agora rivalizam com os maiores palcos do entretenimento.
Os artistas querem se apresentar, as marcas querem entreter seus principais clientes, e executivos e celebridades querem estar nos mesmos ambientes
Essa pressão por grandiosidade, no entanto, parece ter ofuscado a necessidade de uma visão artística clara, resultando em um show que, apesar das estrelas, não conseguiu decolar.
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