Chinela Voadora lança audiovisual 'Ao Vivo na Chacrinha'
Gravado em São Paulo, projeto apresenta a força cênica da banda e transforma samba, groove e brasilidade em uma experiência coletiva e sensorial
Entre tambores, metais e versos que parecem nascer do asfalto das grandes cidades, a banda Chinela Voadora apresenta seu novo projeto audiovisual, Ao Vivo na Chacrinha. Gravado em São Paulo, o trabalho registra a potência da banda em seu ambiente mais natural: o palco. Mais do que um show transformado em vídeo, o lançamento propõe uma imersão na identidade artística construída pelo grupo ao longo dos últimos anos, reunindo música, performance e uma celebração das múltiplas sonoridades brasileiras.
O audiovisual revisita as faixas do álbum homônimo lançado neste ano, oferecendo novas camadas de interpretação para canções que já carregam em sua essência elementos do samba, da música afro-brasileira, da MPB, do groove e de ritmos populares que fazem parte da formação musical do grupo. A proposta é transformar cada música em um encontro, aproximando o espectador da atmosfera que marca as apresentações da banda.
Gravado em formato ao vivo, o projeto evidencia a conexão direta entre os músicos e o público. A escolha da Chacrinha como cenário reforça essa proposta, criando um ambiente intimista, mas ao mesmo tempo vibrante, onde a espontaneidade e a energia da performance se tornam protagonistas.
"A gente queria registrar exatamente o que acontece quando a banda sobe ao palco: essa troca intensa, coletiva e muito brasileira. O audiovisual nasce desse desejo de eternizar a energia do encontro", afirma a vocalista Natalia Koike.
Ao longo do registro, a presença marcante das percussões, dos metais e das harmonias vocais conduz uma narrativa que transita entre a celebração e a reflexão. A direção do projeto buscou preservar a autenticidade da apresentação ao vivo, valorizando não apenas a execução musical, mas também a movimentação de palco, a interação entre os integrantes e a atmosfera construída diante das câmeras.
Segundo Natalia Koike, o lançamento também representa um momento importante na trajetória da banda: "Existe uma liberdade muito grande na forma como misturamos ritmos, referências e sentimentos. Esse trabalho mostra a nossa essência sem filtros", destaca.
A Chinela Voadora construiu sua identidade justamente a partir da mistura. Em suas composições convivem referências do samba tradicional, da música afro-brasileira, do soul, do funk, do rap e de elementos presentes nas manifestações culturais urbanas contemporâneas. No audiovisual, essas influências ganham novas dimensões através da linguagem visual e da força coletiva da banda em cena.
Para o músico e diretor musical Marcos Braga, o projeto sintetiza a essência do grupo: "A Chinela Voadora nasce da mistura. Tem samba, tem groove, tem rua, tem festa e também reflexão. A gente acredita muito nessa música feita em conjunto, no calor humano do palco", explica.
O lançamento chega em um momento de consolidação artística para a banda. Desde sua formação, em 2017, o grupo vem ampliando sua presença na cena independente por meio de uma sonoridade que dialoga com tradição e contemporaneidade. Em 2023, lançou o álbum autoral Samba Urbano, trabalho que apresentou composições inspiradas pelo cotidiano das grandes cidades e que teve estreia internacional durante o festival Jazz A La Calle, no Uruguai.
No ano seguinte, a banda apresentou Gafieira Voadora - Ao Vivo, projeto dedicado à releitura de clássicos da música brasileira, homenageando nomes como Arlindo Cruz, Alcione, Clara Nunes, Jorge Aragão e Benito Di Paula. Já o álbum de inéditas mais recente aprofundou ainda mais a fusão entre samba, afrobeat, soul, funk, rap e outras influências que hoje definem a personalidade musical do grupo.
Com Ao Vivo na Chacrinha, a Chinela Voadora amplia essa trajetória ao transformar sua proposta artística em uma experiência audiovisual completa, capaz de conectar imagem, som e performance em uma mesma narrativa. O resultado é um trabalho que convida o público não apenas a ouvir, mas a participar da celebração coletiva que está no centro da identidade da banda.
O audiovisual foi gravado na Chacrinha, em São Paulo, com produção da Nacho Produções. A produção musical reúne Marcos Braga, Tatá Brasilina e Danilo Ferreira. A formação da banda conta com Natalia Koike (voz), Zeus Brito (guitarras), JP Bass (contrabaixo), Ricardo Teles (bateria), Tatá Brasilina (percussões), Joab Estevão (saxofone), Marcos Braga (trompete) e Evandro Bezerra (trombone).
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