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"Mais vulnerável do que na vida real": L7NNON fala sobre "Guerras Invisíveis", novo trabalho audiovisual (ENTREVISTA)

Em entrevista ao POPline, L7NNON fala sobre "Guerras Invisíveis", curta-metragem situado no Rio de Janeiro. O post "Mais vulnerável do que na vida real": L7NNON fala sobre "Guerras Invisíveis", novo trabalho audiovisual (ENTREVISTA) apareceu primeiro em POPline.

8 jun 2026 - 15h57
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L7NNON lançou, no último dia 29/05, o projeto audiovisual "Guerras Invisíveis", curta-metragem que leva a arte do rapper ao universo cinematográfico. Com cinco músicas, a produção é situada em um Rio de Janeiro distópico e acompanha um jovem que, apesar de não ter escolhido a realidade do conflito, precisa enfrentá-la.  Ao POPline, L7NNON deu mais detalhes sobre a realização do projeto e sobre os significados que a produção de fôlego tem para ele e aos que o acompanham.

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Foto: Instagram @l7nnon
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Foto: Popline

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O que "Guerras Invisíveis" conseguiu expressar que uma música sozinha não conseguiria?

"Cara, eu acho que conseguiu mostrar algumas das situações que podem passar na nossa cabeça. Mas eu acho que as nossas guerras, no geral, são situações que cada um sabe. Cada pessoa é um universo, cada um sabe muito bem onde o calo aperta, onde tem mais dificuldade, onde precisa ser fortalecido.

E a gente fez de uma forma que pudesse, obviamente, generalizar e deixar claro que nenhuma guerra é mais ou menos importante. Pra mim, a minha guerra é diferente da guerra do meu irmão que está do meu lado, mas nem por isso eu estou sofrendo mais ou ele está melhor do que eu. Eu acho que toda forma de se fortalecer é válida."

No filme, você fala sobre batalhas e conflitos internos. Existe alguma experiência pessoal sua que serviu de inspiração para a construção desse protagonista?

"Cara, a minha pessoal não teve tanta influência porque, obviamente, acho que todas as nossas guerras mentais têm alguma relação com a gente. Eu tento sempre levar a minha vida de uma forma mais positiva, no sentido de não hipervalorizar uma situação ruim e tal. Então, eu tento sempre me manter um cara muito forte nesse lugar, por mais que existam situações que me abalem também. Mas, no filme, eu me mostro muito mais vulnerável do que na minha vida real mesmo."

Foto: Instagram @l7nnon
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Foto: Popline

O personagem aparece simultaneamente como criança e adulto. Existe alguma conversa entre o L7nnon de hoje e o L7nnon mais jovem dentro dessa obra?

"Cara, eu acho que sempre tem. Conforme a gente vai crescendo e vai entendendo o mundo, vendo as coisas até com um pouco mais de maldade — não no sentido de ser uma pessoa maldosa, mas de entender que nem todo mundo quer o bem, nem todo mundo está ali para te ajudar, ou que você precisa amadurecer de alguma forma e isso pode te machucar de algum jeito —, quando você olha para trás, lembra daquela pessoa pura que você era antes.

Estou dizendo por mim, até porque tem muita criança que passa por situações muito delicadas na infância e carrega esses traumas para sempre. A minha infância foi bem tranquila. Minha família sempre foi muito presente, sempre fui uma pessoa muito amada dentro de casa, e isso contou muito para o meu caráter, para a minha índole, para o cara que eu sou hoje.

Foto: Instagram @l7nnon
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Então, resgatar isso é muito valioso, no sentido de amadurecer, mas tentar se manter puro, igual você era muitos anos atrás. E acaba sendo uma questão também você pensar anos à frente, como vai ser o futuro. Por mais que eu tenha os pés muito no chão em relação a isso, porque hoje eu vivo uma vida que eu mesmo não havia sonhado da forma que é, hoje eu já consigo entender um pouco sobre como eu quero que seja o meu futuro, o L7NNON daqui a anos.

Acho que, para mim, é um pouco difícil entender que os anos vão passando e que hoje eu já tenho 32 anos. Mas, daqui a uns 20 ou 30 anos, eu me imagino sendo essa pessoa que eu sou hoje. Então, acho que acaba não mudando tanto."

Foto: Instagram @l7nnon
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Foto: Popline

Esse projeto despertou em você a vontade de produzir mais no audiovisual ou até mesmo atuar futuramente?

"Cara, eu acho que sem dúvida alguma. Ano passado eu participei de uma novela cujo a gravação durou o ano inteiro. E aí, este ano, a gente fez esse curta-metragem. Eu acho que, sem dúvida alguma, esse é um momento em que tenho buscado aprender e me entendido um pouco mais com esse lance do audiovisual.

E eu acho que isso tem muito a acrescentar na minha carreira e talvez até me ajudar a me descobrir nessas multifacetas que eu me encontro. Tem sido algo muito legal. A novela mesmo foi algo que me apresentou a esse mundo de uma outra forma, onde talvez as pessoas já tivessem um pré-julgamento e acabaram sendo surpreendidas ao ver a atuação e como eu estava me saindo.

Foi algo que me surpreendeu também, superou as minhas expectativas. E, obviamente, eu me interessei mais ainda por algo que eu já gostaria de iniciar. Foi muito além do que eu poderia imaginar."

Foto: Instagram @l7nnon
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Foto: Popline

Como foi o processo de escolher quais músicas fariam parte dessa narrativa?

"Cara, a gente fez um projeto de áudio com a Orquestra Novo Traço, com o coral e com o pessoal envolvido. A gente tinha separado algumas músicas e, dentre elas, havia músicas do meu primeiro álbum e do meu segundo álbum.

O primeiro foi 'Podium' e o segundo foi 'Hip Hop Rare'. Aí calhou de a gente pensar nessa música inédita, que provavelmente vai fazer parte de um próximo álbum meu. Era uma música que conversava muito com essas outras que a gente havia escolhido.

Então a gente falou: 'Por que não arriscar e colocar essa também?', para as pessoas terem uma surpresa além da surpresa visual. Porque, vendo o filme, a pessoa acaba sendo impactada de uma forma, mas quem é fã e consome as músicas, ouvir algo inédito ali já dá um gás a mais.

Eu acho que o fã também se sente valorizado. Então foi mais pensando nisso. Era uma música que conversava muito com aquele momento e também com as outras obras que a gente havia escolhido."

Tem alguma colaboração que você ainda sonha em realizar? 

"Cara, para ser sincero, não me vem ninguém à cabeça que eu esteja pensando em fazer alguma coisa agora. Eu já fiz bastante coisa com muitas pessoas das quais sou muito fã. Obviamente, existem inúmeras pessoas de quem continuo sendo muito fã. Entre elas, há pessoas com quem eu já tive contato, já encontrei, já pude cumprimentar, e outras das quais eu não faço ideia de como são.

Mas, hoje em dia, a minha identificação é muito mais com a pessoa do que simplesmente com a arte dela. Então, talvez alguém com quem eu ainda não tenha trabalhado, eu possa conhecer, admirar mais como pessoa e sentir essa vontade de fazer algo junto. Mas, neste momento, não me vem ninguém à cabeça com quem eu pudesse cogitar fazer um trabalho agora."

Existe algum artista — ou alguns artistas — do pop nacional ou internacional que você admira ou até mesmo que te inspirem de alguma maneira?

"Cara, me inspirar diretamente não tem muita gente, porque eu consumo muito a minha própria parada. Escuto muito as músicas que eu ainda não lancei e várias outras coisas, como músicas de amigos que ainda não saíram e de amigos com quem eu tenho mais afinidade.

Por exemplo, eu sou muito irmão do BK. Ele não é um cara pop, é um cara do rap, mas obviamente tem tido um reconhecimento muito absurdo agora — e nada que ele não mereça. Acho que ele merece até mais do que tem acontecido.

É uma pessoa com quem eu me identifico muito, uma pessoa cuja arte eu admiro muito, de quem eu sou muito fã e tenho o maior orgulho de ser amigo, de ter como referência e como alguém que me inspira."

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