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Ludmilla é acusada de intolerância religiosa e responde: 'Tiraram de contexto'

Imagem exibida no telão durante o show da cantora foi questionada por internautas; segundo a artista, vídeo representa 'favela sem filtros'

23 abr 2024 - 09h34
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Ludmilla respondeu as acusações de intolerância religiosa que recebeu na internet após se apresentar no Coachella no último domingo, 21. Entre as imagens exibidas no telão durante o seu show, estava uma faixa que dizia "Só Jesus expulsa o tranca rua das pessoas". A frase se refere a uma entidade das religiões de matriz africana, o Tranca Ruas.

Ludmilla se apresentou no palco Skyline, do The Town.
Ludmilla se apresentou no palco Skyline, do The Town.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

Ludmilla se pronunciou no X (antigo Twitter) nesta segunda-feira, 22, e disse que "tiraram do contexto" a imagem utilizada. "Quando eu disse que vocês teriam que se esforçar pra falar mal de mim, eu não achei que iriam tão longe", escreveu.

"Hoje tiraram do contexto uma das imagens do video do telão do show em Rainha da Favela, que traz diversos registros de espaços e realidades a qual eu cresci e vivi por muitos anos, querendo reescrever o significado dele, e me colocando em uma posição que é completamente contrária à minha".

"Rainha da Favela apresenta a minha favela, uma favela real, nua e crua, onde cresci mas infelizmente se vive muitas mazelas: genocídio preto, violência policial, miséria, intolerância religiosa e tantas outras vivências de uma gente que supera obstáculos, que vive em adversidades, mas que não desiste. Isso passa por conviver em um ambiente muitas vezes hostil, onde a cada esquina você precisa se deparar com as dificuldades da favela", continuou.

Segundo ela, o vídeo apresenta "uma favela sem filtros". "Não me coloquem nesse lugar, vocês sabem quem eu sou e de onde eu vim. Não tentem limitar para onde eu vou. Respeito todas as pessoas como elas são, e independente de qualquer fé, raça, gênero, sexualidade ou qualquer particularidade de que façam elas únicas", finalizou.

O Estadão procurou a cantora para mais comentários, mas não teve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Estadão
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