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João Rock 2026 consolida o festival (mais uma vez) como o principal palco da música brasileira

Em sua 23ª edição, o festival de Ribeirão Preto (SP) explorou todos os nichos da brasilidade, convidando desde os gigantes da música até as estrelas em ascensão

3 ago 2026 - 19h13
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Após sua última edição no sábado, 1º, o João Rock relembrou o público brasileiro porque é um dos principais festivais do Brasil. O evento, que ocorre anualmente no Parque Permanente de Exposições, em Ribeirão Preto (SP), brilha ao se manter como um espaço de celebração da cultura brasileira, com uma estrutura simultaneamente arrebatadoramente gigante e singelamente familiar.

João Rock 2026 consolida o festival (mais uma vez) como o principal palco da música brasileira
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Foto: Rolling Stone Brasil

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Em 2026, o evento trouxe gigantes da música brasileira de todos os gêneros. Como representantes do rock, sonoridade clássica da programação, estavam presentes bandas como Detonautas, CPM 22, Os Paralamas do Sucesso e Charlie Brown JR Acústico. Já Alceu Valença e Zé Ramalho reuniram seus maiores sucessos, mesclando MPB e o ritmo do nordeste.

Estrelas do MPB contemporâneo, como BaianaSystem, Marina Sena, Luedji Luna, Chico Chico e Rachel Reis compartilharam o palco com veteranos do gênero como Ana Carolina, enquanto vertentes do reggae foram expostas com primor por Lagum, e o rap ganhou destaque com Criolo, Ajulliacosta, Djonga, FBC e Yago Opropriprio.

As mais de 14 horas de música foram divididas em cinco palcos, todos concentrados em diferentes aspectos da música brasileira. O maior representante do compromisso do festival com a pluralidade de sotaques e gêneros foi o Palco Brasil, que neste ano abraçou o tema "De Norte a Sul". Cada uma das cinco apresentações principais do espaço (Os Tucumanus e Victor Xamã, Nação Zumbi, Armandinho, Marcelo D2 convida Rael e Raimundos) representou uma região do país.

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Para os frequentadores do evento, a diversidade de gêneros musicais é um dos grandes atrativos, já que propõe uma união de tribos e nichos. O lineup inteiramente brasileiro também funciona como um modo de apreciar seus artistas favoritos, mas também conhecer músicos em ascensão de todos os cantos do país.

Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Criolo ressaltou que esse encontro de diferentes artistas também proporciona um público mais diverso, assim conciliando fãs de longa data com novos ouvintes. "[O espaço de um festival] é sempre diferente, porque o festival provoca o encontro, sobretudo da pessoa que não está ali para te ver. Tenho oportunidade de apresentar o meu trabalho para as pessoas que não me conhecem. Isso é um ouro para a gente — o que temos de mais valioso. João Rock sempre teve esse olhar plural. Sobretudo estar nesse palco que representa tanto essa janela para o novo, para mim muito me honra estar fechando esse festival. É sempre um grande desafio, por mais que existam esses músicos maravilhosos e incríveis, com uma história muito linda na música. Temos uma batida de coração diferente quando é um festival, porque a gente não pode perder essa oportunidade". 

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Com uma infraestrutura acessível e espaço plano, quem frequenta o festival percebe uma diversidade social no público. Em todos os shows, estão presentes casais, grupos de amigos, famílias e até quem vai para curtir sozinho. O espaço acolhe todos igualmente, e não é incomum ver crianças na fila da roda gigante e aqueles que já vão desde a primeira edição do festival, lá em 2002, na fila da tirolesa.

Em 2026, o João Rock provou mais uma vez ser muito mais do que um evento no interior de São Paulo. Em uma edição histórica, o evento vendeu todos os ingressos disponíveis, atraindo 65 mil pessoas. Em mais um ano, o festival possibilitou apresentações com mosh pits, lágrimas, risoa e abraços, reunindo artistas e público, vindos de norte a sul do Brasil, na mesma sintonia.

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