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IA cria dois álbuns inéditos do Pink Floyd que enganariam até a própria banda

Artistas protestam, mas IA avança e cria músicas que enganariam até os compositores originais

7 jun 2024 - 06h55
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Resumo
O canal Art & Intel do YouTube divulgou dois álbuns gerados por inteligência artificial do Pink Floyd com contribuições da ChatGPT para as letras e do Udio para as músicas, vozes, instrumentos e efeitos sonoros que causaram diversas impressões, desencadeando debates no meio musical.
IA cria dois álbuns inéditos do Pink Floyd que enganariam até a própria banda:

O canal Art & Intel do YouTube divulgou dois álbuns inéditos do Pink Floyd. Mas não se tratam de gravações inéditas da banda ou sobras de clássicos como “The Dark Side of the Moon” ou “The Wall". Os dois trabalhos foram inteiramente gerados por inteligência artificial.

“All in All” e “The Third Kind” foram feitos utilizando o ChatGPT para as letras e o Udio para as músicas, vozes, instrumentos e efeitos sonoros. O resultado é impressionante e pode enganar até mesmo os fãs mais desavisados da banda. A clareza da voz de David Gilmour, os timbres de guitarra e principalmente as levadas das canções acendem um sinal vermelho no ecossistema musical e, de certa forma, dão razão para todos aqueles que se preocupam com o avanço das IAs na música.

Basta ver os comentários no próprio canal. Com exceção de um ou outro que se atentaram para alguns detalhes ínfimos, a grande maioria exalta a iniciativa e até mesmo diz que as canções são melhores do que grande parte da música produzida nos dias de hoje.

Os avanços das tecnologias de inteligência artificial na música tem sido amplamente debatidos por músicos, produtores e demais envolvidos com a cadeia de produção. Nas plataformas de streaming, já existem centenas de canções compostas por IAs e publicadas sob pseudônimos, subindo nas paradas de mais executadas. 

Por outro lado, artistas do universo pop como Billie Eilish, Nicki Minaj, Katy Perry e Camilla Cabello assinaram recentemente um manifesto apelando aos desenvolvedores de música digital para “cessarem o uso da inteligência artificial para infringir e desvalorizar os direitos dos artistas humanos”. Uma batalha ainda longe de ter um vencedor.

Assista ao vídeo com o comentário de Rodrigo James.

(*) Rodrigo James é jornalista, criador de conteúdo e publica semanalmente a newsletter MALA com notícias, críticas e pensatas sobre cultura pop e entretenimento.

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