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Dia do Rock: Qual é o álbum definitivo do gênero? Críticos opinam

Entre diferentes subgêneros, décadas e estilos, escolher apenas um não é uma tarefa fácil; relembre alguns dos maiores clássicos da história da música, que ultrapassaram barreiras e influenciam pessoas mesmo anos após seus lançamentos

16 jul 2026 - 12h06
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Será que todo fã de rock tem uma resposta pronta quando lhe é perguntado "qual é o álbum definitivo" do gênero? Não é uma escolha fácil. Com décadas de existência, incontáveis bandas que influenciaram sons, formas de se tocar e movimentos, definir o mais importante pode ser uma missão complexa.

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Escolher um único álbum significa colocar épocas, estilos e impactos culturais diferentes lado a lado, de forma a criar-se uma comparação inevitável, o que desperta paixões na mesma intensidade que controvérsias.

Beatles, Guns N' Roses e Rita Lee estão entre os principais artistas que têm álbuns definidores do rock.
Beatles, Guns N' Roses e Rita Lee estão entre os principais artistas que têm álbuns definidores do rock.
Foto: Disney+/Divulgação, Guns N' Roses/Divulgação e É Tudo Verdade/Divulgação / Estadão

Nesta segunda-feira, 13, em que se comemora o Dia do Rock, o Estadão reuniu a opinião de críticos e jornalistas especializados no assunto para discutir qual seria o álbum definitivo do rock. Confira abaixo suas escolhas e justificativas por trás das opiniões.

'Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band' - The Beatles (1967)

Em uma lista que trata dos álbuns mais importantes da história do rock, é impossível não citar ao menos um dos Beatles. Poucas coisas podem ser comparadas à Beatlemania, um fenômeno tão intenso que há quem diga que nunca será repetido.

Gabriel Zorzetto, jornalista de Cultura do Estadão, elegeu Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, de 1967, como seu álbum indispensável. "Nenhum outro registro da música popular atingiu o patamar de excelência melódica, qualidade de produção e diversidade de ideias como a obra-prima dos Beatles", afirma.

Com músicas como Lucy In The Sky With Diamonds, She' Leaving Home e A Day In The Life, o álbum é classificado pelo repórter como "genial", além de trazer "uma memorável coleção de canções".

'Entradas e Bandeiras' - Rita Lee & Tutti Frutti (1976)

"Quando entrevistei a Rita Lee, em 1996, fiquei espantado ao descobrir que ela não gostava do Entradas e Bandeiras", recorda Sérgio Martins, colunista do Estadão e crítico musical. O álbum em questão, lançado após o sucesso de grandes magnitudes de Fruto Proibido, tem um peso de subestimado em meio à carreira da cantora.

"É o disco mais rock n' roll da Rita", descreve Martins. Corista de Rock, Com A Boca No Mundo e Departamento de Criação são bons exemplos do que o álbum representa em meio a discografia da vocalista.

Ainda, Martins também cita Sticky Fingers, dos Stones - também eleito por outro crítico. Confira abaixo.

'Sticky Fingers' - The Rolling Stones (1971)

"Tudo começa pela capa, provocadora", descreve Márcio Grings, editor no selo Memorabilia e produtor de conteúdo ligado ao rock. Sticky Fingers dos Rolling Stones é uma daqueles álbuns em que pular músicas não é uma opção.

Desde o início, com Brown Sugar, até Moonlight Mile, que encerra o álbum, os 46 minutos do disco são realizados com excelência. "Nada soa descartável, nada parece fora do lugar", comenta.

Grings ressalta também a questão das letras por trás das composições: "Sticky Fingers é definidor do DNA transgressor do grupo: sexo, drogas, encrencas, blues, country, soul... e rock, claro. O retrato perfeito de um bando pouco afeito às sutilezas ou concessões".

'Appetite For Destruction' - Guns n' Roses (1987)

Na mesma linha, entra Appetite For Destruction, álbum de estreia do Guns N' Roses. Acertar em um álbum inteiro não é tão fácil e fazê-lo em sua primeira vez mostra um diferencial dos demais. Apesar de popular por alguns de seus grandes hits, como Sweet Child O' Mine, Welcome To The Jungle e Paradise City, o disco ainda traz outras músicas mais lado-b, como My Michelle e Think About You, também de qualidade invejável.

O álbum pode ser considerado como um verdadeiro greatest hits e, na opinião desta jornalista que vos escreve, merece o lugar na lista.

Odair Braz Junior, jornalista especializado em cultura pop, partilha de um pensamento semelhante - e classifica Appetite For Destruction como revolucionário.

"Mudou completamente a compreensão do que era rock naquele final de anos 1980?, reflete o jornalista, lembrando que, à época, a bola da vez era o glam metal, "com bandas como Poison, Cinderella e Mötley Crüe, entre outras". "O Appetite chegou com um som diferente: agressivo, cru, urgente e juntando punk com blues", completa. Foi o pontapé inicial, ressalta, para a banda tornar-se uma das maiores dentro do meio.

'The Doors' - The Doors (1967)

Outro álbum de estreia, o homônimo do The Doors também quebrou barreiras e tornou-se uma enorme referência para as gerações seguintes. "Para mim, é um disco completo, sem uma faixa sequer que pareça estar ali apenas para preencher espaço", diz Ariston Sal Junior, jornalista do canal Pitadas do Sal.

Dona de uma sonoridade icônica e visual de mesmo calibre, a banda trouxe uma união entre rebeldia e psicodélico, e músicas como Break On Through (To the Other Side), Light My Fire e The End ainda ressoam décadas após o seu lançamento. "É um daqueles raros discos que permanecem modernos, intensos e indispensáveis, independentemente da época em que são descobertos."

Estadão
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