Criolo reage a duas indicações ao Grammy Latino: 'Música feita com o nosso coração'
Rapper paulista concorre com Amaro Freitas e Dino D'Santiago nas categorias Melhor Canção e Melhor Álbum de MPB em Língua Portuguesa
Criolo recebeu duas indicações ao Grammy Latino 2026 pelo álbum colaborativo Criolo, Amaro e Dino, gravado com Amaro Freitas e Dino D'Santiago. A obra, que celebra conexões lusófonas e a diáspora africana misturando rap, MPB e jazz, disputa as categorias de Melhor Canção em Língua Portuguesa, por "No Vento de Nós", e Melhor Álbum de MPB/Música Afro Portuguesa Brasileira. Emocionado, o rapper expressou imensa gratidão aos parceiros pelo projeto, cuja premiação ocorrerá no dia 12 de novembro.
Criolo recebeu, nesta quarta, 16, a notícia de duas indicações ao Grammy Latino 2026 pelo álbum colaborativo Criolo, Amaro e Dino (2026), gravado ao lado do pianista Amaro Freitas e do cantor português, de ascendência cabo-verdiana, Dino D'Santiago. O projeto concorre nas categorias Melhor Canção em Língua Portuguesa, com a faixa "No Vento de Nós", e Melhor Álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro Portuguesa Brasileira. Em declaração exclusiva à Rolling Stone Brasil, o rapper resumiu: "Tô sem palavras, família — ainda tentando organizar os pensamentos".
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As declarações vieram carregadas de gratidão. "Tenho muito orgulho do Dino D'Santiago, um artista tão necessário nos nossos tempos, e também do mágico, do genial, Amaro Freitas, que deixou tudo tão especial. E a todas as pessoas que ajudaram a construir este álbum: a minha gratidão. É uma música feita com o nosso coração, com a nossa alma, com o nosso carinho e com toda a nossa dedicação", disse. Para Criolo, a indicação é também um reflexo de um processo criativo pautado pelo respeito à música: "Vamos sempre com amor: amor na frente, respeito à música e sempre ouvindo o que a música pede. É ela que diz do que precisa e do que não precisa".
Lançado em janeiro de 2026, Criolo, Amaro e Dino reúne 12 faixas em 36 minutos que transitam por rap, jazz, MPB, funaná e soul, com letras em português, crioulo cabo-verdiano, francês e inglês. O projeto é uma obra-prima que celebra a diáspora africana e as conexões lusófonas entre Brasil, Portugal e Cabo Verde. Antes das indicações ao Grammy, o trio já havia levado o projeto ao Rock in Rio 2026, numa apresentação no Palco Sunset que misturou crítica social e leveza numa noite que ficou na memória do festival.
Na categoria Melhor Canção em Língua Portuguesa, o trio disputa com Urias ("Águas de um Mar Azul"), Rosalía e Carminho ("Memória"), Marisa Monte ("Sua Onda") e Johnny Hooker com Ney Matogrosso ("Viver e Morrer de Amor na América Latina"). Na categoria de Melhor Álbum de MPB/Música Afro Portuguesa Brasileira, os concorrentes são Pedro Emílio (Vende-se Lembrança), Bia Ferreira (Améfrica), Zé Ibarra (Afim) e Lenine (Eita).
A cerimônia do Grammy Latino 2026 acontece em 12 de novembro de 2026. "Muita gente nesse caminho estendeu a mão pra esse álbum acontecer", disse. "Que alegria, que felicidade! Que coisa boa, que sensação boa", finalizou.
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