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Blake Lively recebe R$ 2 milhões em indenização após batalha judicial com Justin Baldoni

Atriz havia solicitado R$ 41,2 milhões em honorários advocatícios e custos processuais, mas magistrado considerou 'excessivo' o número de horas cobrado pela defesa

27 ago 2026 - 12h28
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Resumo
Após uma disputa de 18 meses, a Justiça determinou que o ator e diretor Justin Baldoni pague cerca de US$ 407 mil (R$ 2,1 milhões) em honorários advocatícios à atriz Blake Lively. A ação começou quando Lively o acusou de assédio sexual e difamação durante o filme É Assim Que Acaba. Baldoni abriu um processo retaliatório de US$ 400 milhões, que foi rejeitado pelo juiz. O valor final da indenização concedida à atriz ficou abaixo dos US$ 8 milhões pedidos, pois o tribunal reduziu as custas excessivas.
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Após uma disputa de 18 meses, o juiz federal Lewis Liman determinou nesta quarta, 26, que Justin Baldoni pague cerca de US$ 407.000 (aproximadamente R$ 2.1 milhões, na cotação atual do dólar) em honorários advocatícios e custos processuais para Blake Lively. Embora o pagamento tenha sido aprovado, o valor final ficou muito abaixo dos US$ 8 milhões (R$ 41.2 milhões) que a atriz havia solicitado inicialmente, já que o magistrado considerou excessivo o número de horas cobrado por sua equipe de defesa.

Blake Lively
Blake Lively
Foto: Ian West/PA Images via Getty Images / Rolling Stone Brasil

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O caso, que começou logo após o lançamento do filme

É Assim que Acaba

em 2024, foi encerrado após as partes fecharem um acordo, evitando o julgamento federal que estava marcado para maio deste ano. Do valor total concedido à atriz, US$ 363.000 correspondem a honorários advocatícios e outros US$ 44.000, a custas judiciais ( o dobro do que o

The New York Times

recebeu para se defender do processo de difamação movido por Baldoni).

Lively havia pedido US$ 7,5 milhões em honorários advocatícios e outros US$ 540 mil em custas judiciais, mas esses números foram considerados "irrazoáveis". O advogado de Baldoni, Bryan Freedman, considera o caso uma vitória, visto que Lively recebeu apenas 5% do solicitado.

"A decisão é uma vitória significativa para meus clientes e envia uma mensagem clara de que, não importa o quão poderoso você seja, o tribunal não é lugar para se aproveitar da lei para obter ganhos pessoais", opinou Freedman (via Variety).

Segundo os advogados de Lively, Esra Hudson e Michael Gottlieb, porém, o resultado demonstra "que existem consequências reais ao se iniciar processos judiciais retaliatórios".

"Como dissemos desde o primeiro dia, o caso de Blake Lively nunca foi sobre dinheiro - foi sobre responsabilização", afirmaram. "Ela revelou a verdade para outras vítimas e abriu um precedente para que outras pessoas se manifestassem e denunciassem condutas semelhantes. Este resultado demonstra que o sistema jurídico não é tão facilmente manipulado quanto as redes sociais e continua a funcionar como uma força para a responsabilização."

Entenda o caso

Em 2024, a atriz Blake Lively (Gossip Girl) iniciou uma queixa legal contra Justin Baldoni, co-estrela e diretor do filme É Assim Que Acaba, por assédio sexual e difamação, alegando que ele teria liderado uma campanha para "destruir" a reputação da artista. Conforme o documento legal, o set seria um "ambiente de trabalho hostil" para Lively.

Baldoni negou as acusações e entrou com um processo contrário, exigindo US$ 400 milhões sob a justificativa de que Lively teria tentado extorqui-lo. Ele acusou Lively de fazer inúmeras exigências e ameaças que colocariam em risco o sucesso do filme (como não comparecer ao set, não promover a produção) e relatou que as Lively eram "intencionalmente sensacionalistas". Ele também processou o The New York Times por difamação por publicar uma matéria sobre as denúncias.

O processo movido por Baldoni foi rejeitado pela justiça, sob o argumento de que as alegações de Lively estavam protegidas pelo sigilo profissional e que a cobertura do jornal era um relato fiel dos acontecimentos.

Baseada em uma lei da Califórnia que protege vítimas de assédio contra processos de retaliação, Lively ganhou o direito de pedir o reembolso do que gastou com sua defesa.

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