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Após ser retirado da turnê de Ed Sheeran, Macklemore vê streams dispararem 97% nos EUA

Dados preliminares da Luminate mostram que "Hind's Hall" quase bateu recorde histórico de reproduções diárias; o catálogo completo do rapper praticamente dobrou em três dias

18 set 2026 - 12h42
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Resumo
Após ser retirado da turnê de Ed Sheeran por discursos pró-Palestina, Macklemore viu suas reproduções nos EUA dispararem 97%, impulsionadas pelo sucesso da faixa política "Hind's Hall". O crescimento orgânico também beneficiou artistas como Aaron Rowe e a banda Beoga, que deixaram o evento em solidariedade. Já os números de Sheeran permaneceram estáveis. O cantor britânico negou envolvimento no afastamento do rapper, creditando a decisão a pressões de proprietários de estádios sobre os promotores.

A retirada de Macklemore da Loop Tour, de Ed Sheeran, após discursos pró-Palestina em shows em New Jersey, gerou um efeito imediato e mensurável nas plataformas de streaming. Segundo dados preliminares da Luminate (via Billboard), o catálogo completo do rapper, incluindo parcerias com Ryan Lewis, passou de pouco mais de 1 milhão para quase 2 milhões de reproduções nos EUA entre o domingo, 13, e a terça, 15, alta de 97% em três dias.

Macklemore se apresenta ao vivo no Lollapalooza Paris, em julho de 2025
Macklemore se apresenta ao vivo no Lollapalooza Paris, em julho de 2025
Foto: Kristy Sparow/Getty Images / Rolling Stone Brasil

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A faixa mais beneficiada foi "Hind's Hall", diretamente ligada ao posicionamento político de Macklemore sobre a guerra em Gaza. Na segunda, 14, quando a notícia de sua retirada da turnê se espalhou, a música saltou de pouco mais de 5 mil para cerca de 43 mil reproduções diárias nos EUA — alta de 693% em um único dia. Na terça, chegou a quase 87 mil execuções, seu melhor resultado em mais de dois anos. O recorde histórico da faixa era de 88 mil reproduções, registrado em 5 de junho de 2024, menos de um mês após o lançamento. "Hind's Hall 2", que reúne Macklemore ao cantor Anees, ao rapper MC Abdul e ao escritor Amer Zahr, também avançou de menos de 2 mil para mais de 22 mil reproduções no mesmo período.

O efeito se estendeu ao catálogo mais antigo. "Can't Hold Us", parceria clássica de Macklemore com Ryan Lewis e Ray Dalton, voltou à lista diária do Spotify nos EUA, entrando na 166ª posição na terça e subindo para o 95º lugar no dia seguinte. As faixas solo do rapper cresceram 172%, chegando a 767 mil execuções. O movimento nas plataformas aconteceu de forma orgânica, impulsionado pela cobertura do caso e pela solidariedade de outros artistas.

Outros artistas que abandonaram a turnê em solidariedade também registraram crescimento expressivo. Aaron Rowe, que anunciou sua saída dizendo "eu perderia todo o respeito por mim mesmo se continuasse normalmente", teve quase 80 mil reproduções nos EUA na terça — alta de 2.665% em relação ao dia anterior. A banda irlandesa Beoga registrou quase 27 mil reproduções na terça, crescimento de 1.092% em relação à segunda, e o melhor resultado do grupo nos EUA desde março.

Ed Sheeran, por sua vez, não registrou variação relevante nos números no mesmo período, mantendo cerca de 3,7 milhões de execuções diárias nos EUA, segundo os dados preliminares da Luminate. O cantor negou ter sido responsável pela retirada de Macklemore, atribuindo a decisão ao promotor da turnê, o Messina Touring Group, após pressão de proprietários de estádios liderada por Robert Kraft, dono do Gillette Stadium.

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