Lanús vence Flamengo na prorrogação e conquista a Recopa Sul-Americana
A Recopa Sul-Americana terminou com silêncio no Maracanã. O Lanús venceu o Flamengo por 3 a 2 na prorrogação e garantiu o título continental.
Como havia vencido o jogo de ida por 1 a 0 na Argentina, o Lanús fechou o placar agregado em 4 a 2. Foi uma decisão intensa, com pênaltis, viradas e gols nos minutos finais.
O que é a Recopa Sul-Americana?
A Recopa Sul-Americana reúne os campeões da Copa Libertadores da América, Flamengo, e da Copa Sul-Americana, Lanús, da temporada anterior.
É disputada em dois jogos: ida e volta. O campeão é definido no placar agregado.
Apesar de ser um torneio curto, tem peso simbólico enorme: coloca frente a frente dois vencedores continentais. É uma forma de medir forças no topo da América do Sul.
Para o Lanús, era a chance de confirmar a boa fase internacional. Para o Flamengo, a oportunidade de começar o ano com um título relevante e se reafirmar no cenário nacional depois de um começo de ano não tão bom…
Como foi a decisão no Maracanã
O Maracanã recebeu mais de 60 mil torcedores. O ambiente era de pressão total, para ambos os lados.
O Flamengo começou dominante: teve mais posse de bola, marcou alto e tentou acelerar o jogo pelas pontas.
O Lanús foi estratégico. Recuou linhas, apostou na compactação defensiva, esperou o momento certo para atacar.
Primeiro tempo: eficiência argentina
O Flamengo controlava o jogo, mas não transformava posse em finalização clara. Aos 28 minutos, o Lanús foi direto: Rodrigo Castillo aproveitou falha defensiva e abriu o placar.
O gol mudou o cenário. O Flamengo passou a precisar de dois gols! Pouco depois, veio a reação. Giorgian De Arrascaeta converteu pênalti e empatou o jogo. A torcida voltou a acreditar.
Mesmo assim, o Lanús seguiu organizado: o sistema defensivo ganhou duelos individuais. O meio-campo fechou espaços centrais.
Segundo tempo: pressão e resposta
O Flamengo voltou mais agressivo. A equipe ocupou o campo ofensivo, cruzou bolas na área e finalizou de média distância.
Na reta final, novo pênalti. Jorginho converteu e o 2 a 1 levou a decisão para a prorrogação.
O cenário parecia favorável ao time brasileiro. O ritmo era alto e a torcida empurrava, mas finais exigem concentração até o último minuto.
Prorrogação: frieza decide a Recopa Sul-Americana
Na prorrogação, o Flamengo manteve a posse, porém, criou pouco.
O Lanús foi cirúrgico. Aos 118 minutos, José Canale marcou de cabeça após escanteio em uma falha de marcação e empatou o jogo. Nos acréscimos, Walter Bou puxou contra-ataque rápido e fez o terceiro. Foi o golpe final: o Maracanã ficou em silêncio. O Lanús levantava a taça da Recopa Sul-Americana.
Análise tática: onde o jogo foi decidido
A diferença esteve na eficiência.
O Flamengo finalizou mais, teve mais posse, mas sofreu com a transição defensiva.
O Lanús aproveitou os espaços nas costas dos laterais, explorou bolas paradas e manteve linhas compactas.
Na prorrogação, o desgaste físico também pesou. O time argentino mostrou mais organização emocional. Em torneios curtos como a Recopa Sul-Americana, isso faz diferença.
O impacto do vice para o Flamengo
O Flamengo soma mais um vice na temporada. Isso aumenta a pressão interna. A equipe tem elenco forte, investe alto, e a cobrança é proporcional.
O resultado expõe fragilidades defensivas, mostra a necessidade de equilíbrio entre ataque e proteção da área. Ao mesmo tempo, ainda é início de temporada: há margem para ajustes.
O que o título representa para o Lanús
Para o Lanús, a Recopa Sul-Americana tem peso histórico.
Vencer no Maracanã não é simples, ainda mais em decisão. O clube mostrou maturidade competitiva!
O título fortalece o projeto esportivo, valoriza jogadores, aumenta a visibilidade internacional.
Também reforça a competitividade do futebol sul-americano: nem sempre o favorito confirma o resultado.
Uma final decidida nos detalhes
A Recopa Sul-Americana terminou com o Lanús campeão. O Flamengo teve controle em vários momentos, mas faltou eficiência defensiva.
O Lanús foi preciso, soube sofrer, aproveitou as chances que teve, e mostrou que, em finais, organização e frieza valem tanto quanto talento.