Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Investigação afirma ter revelado a identidade de Banksy após décadas de mistério

Reuters aponta Robin Gunningham, que teria mudado o nome para David Jones, como o artista por trás das obras; advogado nega as alegações

18 mar 2026 - 12h42
Compartilhar
Exibir comentários

Uma das maiores charadas do mundo da arte contemporânea pode estar perto de chegar ao fim. A agência de notícias Reuters publicou uma investigação afirmando ter estabelecido, "além de qualquer dúvida", a identidade real do artista de rua Banksy, cuja obra atravessa décadas de anonimato, especulação e provocação política. Segundo o levantamento, o homem por trás das obras seria Robin Gunningham, de 51 anos, natural de Bristol, que teria mudado o nome para David Jones anos atrás.

Foto: Leon Neal/Getty Images / Rolling Stone Brasil

A investigação reúne uma série de evidências para sustentar a afirmação. Entre elas, estão fotografias publicadas por ex-colaboradores do artista, uma viagem à Ucrânia em 2022 rastreada pelos jornalistas e uma nota manuscrita de confissão encontrada em um registro de prisão em Nova York, no ano 2000. O relatório também reforça uma reportagem do The Mail On Sunday, de 2008, que já apontava Gunningham como Banksy. À época, a informação foi endossada por ex-colegas do artista na Bristol Cathedral School.

A viagem à Ucrânia é um dos pontos centrais da investigação. Gunningham teria feito o percurso ao lado de Robert Del Naja, vocalista do Massive Attack — o alvo de rumores de ser Banksy há anos. Os dois são apontados como amigos próximos de longa data. A presença dos dois no mesmo trajeto, somada às demais evidências, é o que levou a Reuters a concluir que a identidade do artista pode ser finalmente estabelecida. Registros de rádio da BBC de 2003 já haviam sugerido que o primeiro nome do artista seria "Robbie", e um artigo do The Independent da mesma época chegou a publicar o nome "Robert Banks".

A resposta veio rápida. O advogado de Banksy, Mark Stephens, afirmou que seu cliente "não aceita que muitos dos detalhes contidos na investigação sejam corretos" e alertou que a publicação "violaria a privacidade do artista, interferiria em sua arte e o colocaria em perigo". Para a defesa, o anonimato "serve a interesses sociais vitais", protegendo a liberdade de expressão e permitindo que criadores "falem a verdade ao poder sem medo de retaliação". A Reuters, por sua vez, sustentou que "o público tem profundo interesse em compreender a identidade de uma figura com tamanha influência na cultura, no mercado de arte e no discurso político internacional".

O mistério em torno da identidade de Banksy sempre coexistiu com uma obra de forte impacto político. Entre seus trabalhos mais recentes estão um mural de um juiz atacando um manifestante com um martelo instalado em frente ao Royal Courts of Justice, em Londres — interpretado como crítica às prisões de apoiadores do Palestine Action —, e um bote inflável com imigrantes lançado ao público durante show do IDLES no Glastonbury. Em 2024, uma disputa judicial sobre a autenticidade de uma de suas obras quase forçou o artista a revelar sua identidade em tribunal — o que, por fim, não chegou a acontecer.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade