Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Hugo Bonèmer sobre viver Marcelo Rubens Paiva no teatro: 'É uma peça sobre reconstrução'

À Rolling Stone Brasil, ator comenta o processo para estrelar a adaptação musical de "Feliz Ano Velho", baseado no livro autobiográfico de Paiva

18 set 2026 - 13h12
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O livro "Feliz Ano Velho", de Marcelo Rubens Paiva, ganha adaptação musical no Teatro Sabesp Frei Caneca protagonizada por Hugo Bonèmer. A trama aborda a juventude do autor e sua reconstrução após o acidente que o deixou tetraplégico em 1979. Para o papel, Bonèmer buscou conexões com suas próprias perdas, como o luto pelo pai durante a pandemia, espelhando a relação de Marcelo com o pai assassinado pela ditadura. Em cartaz até novembro, a peça ressignifica a dor ao celebrar a arte e a vida.

A partir deste sábado, dia 19 de setembro, a história de Marcelo Rubens Paiva, registrada no livro Feliz Ano Velho e publicado em 1982, vai ganhar os palcos em um novo musical estrelado por Hugo Bonèmer (O Talentoso Ripley).

Hugo Bonèmer fala sobre viver Marcelo Rubens Paiva em adaptação de 'Feliz Ano Velho" (Divulgação)
Hugo Bonèmer fala sobre viver Marcelo Rubens Paiva em adaptação de 'Feliz Ano Velho" (Divulgação)
Foto: Rolling Stone Brasil

Com exclusividade à Rolling Stone Brasil, o ator falou sobre o desafio de interpretar o escritor na novidade. Na peça, Bonèmer vive Marcelo desde a juventude até o acidente que o deixou tetraplégico, em 1979.

"Essa é a história de um cara que, de repente, tem o tapete puxado pela vida. Simplesmente todos os sonhos dele, tudo que ele acreditava... Ele sonhava em ser músico, estar no palco, ser um rockstar. E aí a vida vem e fala para ele: 'Não vai rolar. A partir de agora você não mexe do pescoço para baixo'. Esse cara fica atônito, completamente sem perspectiva. A vida dele vira literalmente uma página em branco e ele vai precisar reconstruir a vida dele a partir disso", avalia Bonèmer.

Para construir o personagem, o ator buscou pontos de conexão entre sua própria trajetória e a experiência vivida por Marcelo. Segundo ele, a ideia não era imitar o escritor — um pedido feito pelo próprio Marcelo — e, portanto, o processo envolveu identificar momentos em que precisou lidar com mudanças inesperadas nos planos e ressignificar as próprias experiências.

"Eu fico me perguntando quais são os momentos da minha vida em que eu consigo chegar mais próximo da experiência do Marcelo. É pensar naqueles momentos em que a vida falou para mim: 'Esquece, não vai ser desse jeito que você sonhou. Isso que você planejou não vai acontecer. Vai ser de outro jeito. Se vira'. E aí você pega aquela energia e precisa ressignificar", completa.

Durante o processo de construção, Bonèmer também encontrou uma conexão pessoal com Marcelo: a relação com o pai, Rubens Paiva, que desapareceu durante a Ditadura Militar e teve a sua história contada no filme Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles (Central do Brasil), que rendeu o primeiro Oscar do Brasil em 2025.

O ator, por sua vez, perdeu o pai durante a pandemia de coronavírus e a experiência também atravessoou o seu trabalho ao interpretar o escritor: "Perdi meu pai durante o Covid e foi um enterro de caixão fechado. Então eu vi meu pai um dia no hospital e, no outro dia, meu pai não estava mais lá. Essa sensação me atravessa o tempo todo", declara.

Apesar do drama envoolvendo a tragédia que acometeu MarceloBonèmer garante que a peça não é apenas sobre superação, mas "sobre reconstrução": "O Marcelo sonhava em ser um cara da música e estar no palco cantando para as pessoas. Então pegar a primeira peça que ele escreveu, trazer para o palco, colocar música e colocar em cena, ele podendo vivo ver a realização do sonho dele, de quem ele sonhava em ser naquela juventude, naquele momento, é tudo muito especial. Eu me sinto muito honrado de fazer isso", celebra.

SERVIÇO:

Feliz Ano Velho - O Musical

  • Local: Teatro Sabesp Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569, 7º andar, Consolação, São Paulo - SP)
  • Temporada: 19 de setembro a 22 de novembro de 2026
  • Horários: sexta-feira, às 20h | sábado, às 17h e às 20h | domingo, às 15h e às 18h
  • Classificação indicativa: 14 anos
  • Ingressos: de R$ 50 a R$ 120
  • Vendas: Uhuu, com taxa de serviço, ou bilheteria física do Teatro Sabesp Frei Caneca, sem taxa. A bilheteria funciona de terça a domingo, das 12h às 15h e das 16h às 19h.
Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra