TRISTE! Jovem de 30 anos morre por eutanásia após briga na Justiça
Catalina Giraldo enfrentou negativas do sistema de saúde antes de conseguir autorização legal para realiazer a eutanásia
A batalha de uma jovem colombiana para dar fim ao seu sofrimento psicológico alcançou um desfecho definitivo na última semana. Após enfrentar um longo e complexo processo nos tribunais do país, a psicóloga Catalina Giraldo morreu em 9 de julho ao aceitar se submeter ao procedimento de eutanásia. De acordo com informações do telejornal local Noticias Caracol, a paciente faleceu cercada pelo apoio de seus familiares em uma unidade de saúde localizada em Bogotá, a capital da Colômbia.
Aos 30 anos, ela acumulava uma década inteira de dor profunda e de tentativas frustradas de restabelecer sua saúde mental. O histórico clínico da profissional de saúde registrava diagnósticos severos de ansiedade, transtorno de personalidade borderline e Transtorno Depressivo Maior em nível grave e persistente. No esforço de encontrar alívio, a paciente se submeteu a cerca de 40 protocolos diferentes de medicamentos, além de anos de psicoterapia tradicional, infusões de cetamina e sessões de terapia eletroconvulsiva. Apesar disso, o tratamento multidisciplinar não surtiu o efeito desejado.
Paciente clamava por eutanásia
Como reflexo da gravidade do seu quadro, a psicóloga precisou de nove internações de emergência para conter crises agudas desde 2019, sobrevivendo também a diversas tentativas de suicídio. Com efeito, o desgaste físico e mental drenou suas forças de forma irreversível. "Sinto que é um inferno. Estou tão cansada de ter que lidar com isso o tempo todo [...] Para mim, já chega", declarou Catalina Giraldo durante uma entrevista reveladora ao Noticias Caracol, exibida em março, quando seu drama se tornou conhecido nacionalmente.
Diante da ausência de melhoras clínicas, a moça tomou uma decisão drástica e protocolou um pedido inovador junto às autoridades de saúde da Colômbia. A meta da jovem consistia em obter permissão legal para realizar o suicídio assistido por médicos, que garante o fornecimento de substâncias e assistência profissional para abreviar a vida conforme a vontade do paciente. No entanto, o comitê médico rejeitou a primeira solicitação por causa da ausência de leis específicas para normatizar essa prática no território colombiano.
Decisão judicial abriu caminho
Mesmo com a barreira inicial, ela não desistiu de sua busca pelo descanso e recorreu ao amparo do poder Judiciário. Posteriormente, após intensa mobilização jurídica de seus representantes, o tribunal abriu caminho para que a paciente recorresse à eutanásia, uma modalidade que possui regulamentação e diretrizes mais claras no país sul-americano. Desse modo, ela pôde realizar o seu último desejo de forma digna e sem dor física ao lado das pessoas que mais amava.
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