Teve cumplice? Laudo faz revelação sobre caso Elize Matsunaga
Caso Elize Matsunaga ganha detalhe surpreendente após análise de DNA e perícia
A investigação sobre a morte de Marcos Matsunaga, empresário ligado à Yoki, ganhou na época do crime, um novo ponto de tensão após o delegado Mauro Dias, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmar ao jornal Agora que acredita que Elize Matsunaga cometeu o assassinato sem ajuda. Para sustentar a hipótese, o policial citou as imagens registradas pelo condomínio onde o casal vivia. "A não ser que quem a ajudou a corte e se livrar do corpo desceu de rapel pelo prédio onde o casal morava, já que as imagens do condomínio não mostram ninguém saindo da cena do crime, a não ser Elize", declarou. A afirmação, porém, entrou em conflito com evidências apresentadas posteriormente pela perícia.
Um laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica de São Paulo, divulgado pela revista IstoÉ, apontou a identificação de material genético masculino diferente do sangue de Marcos no apartamento. O resultado levantou a possibilidade de que outra pessoa estivesse no local durante o processo de esquartejamento. Exames também indicaram a possibilidade de haver material biológico feminino além daquele pertencente a Elize. Desde sua prisão, a acusada sustentava que havia realizado sozinha todas as etapas relacionadas ao crime. A divergência entre a investigação policial e os resultados periciais passou, então, a integrar o conjunto de elementos analisados no caso.
O que a perícia apontou sobre a morte
Segundo a versão apresentada pelo promotor José Carlos Cosenzo, do 5º Tribunal do Júri de São Paulo, Elize voltou para São Paulo em 19 de maio e foi buscada pelo marido no aeroporto. Depois que chegaram ao apartamento, na Vila Leopoldina, o casal teria pedido uma pizza. Para o promotor, ela aproveitou o momento em que Marcos foi buscar o pedido para preparar a emboscada. "O Marcos era muito mais forte do que ela, então ela só teria aquela chance. Se não fosse de surpresa, seria quase impossível [matá-lo]", afirmou.
O exame necroscópico indicou que o disparo atingiu Marcos pela parte posterior da cabeça, de cima para baixo e a curta distância. A acusação também sustentou que a vítima teria sido degolada pouco depois do tiro. "Quando ele foi decapitado, ainda estava vivo", declarou Cosenzo, baseado na presença de sangue nos pulmões. De acordo com a denúncia, Elize teria levado cerca de dez horas para esquartejar o corpo, colocado os restos em malas e sacos plásticos e tentado seguir para o Paraná. Após uma abordagem policial, retornou à Grande São Paulo e abandonou os sacos em uma estrada de Cotia.
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