Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

STF tomou decisão sobre Eduardo Bolsonaro dias antes da demissão da PF; saiba qual

STF rejeitou recurso de Eduardo Bolsonaro dias antes da demissão da PF; entenda a sequência de derrotas

21 set 2026 - 15h57
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O STF rejeitou por unanimidade o recurso de Eduardo Bolsonaro, mantendo sua pena de quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, além da perda do cargo na PF e oito anos de inelegibilidade. Ele foi condenado por pressionar autoridades e buscar sanções dos EUA para interferir no julgamento do pai sobre a tentativa de golpe. Dias após a decisão judicial, a Polícia Federal também oficializou a demissão do ex-deputado por abandono de cargo, já que ele reside nos Estados Unidos.

A demissão de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal não chegou sozinha. Dias antes de o ministério oficializar sua expulsão da corporação, o Supremo Tribunal Federal rejeitou, por unanimidade, o recurso apresentado pela defesa do ex-deputado contra sua condenação por coação no curso do processo. Em menos de uma semana, Eduardo acumulou duas derrotas definitivas.

Foto: Mais Novela

O que o STF decidiu

Na última sexta-feira (18), a Primeira Turma do STF rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pela defesa de Eduardo Bolsonaro contra a condenação a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.

A condenação havia sido proferida em junho de 2026. A Primeira Turma considerou Eduardo culpado por ter atuado para interferir no julgamento da ação penal em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Além do tempo de prisão, o ex-deputado foi condenado a oito anos de inelegibilidade e à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal. Com a rejeição do recurso, a condenação se torna ainda mais sólida juridicamente.

O que motivou a condenação

Segundo a acusação, Eduardo teria atuado para pressionar autoridades e interferir no andamento do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado, com base no artigo 344 do Código Penal, que trata do uso de violência ou grave ameaça para favorecer interesse próprio ou de terceiros em investigação, processo judicial ou procedimento administrativo.

Na prática, o ex-deputado teria estimulado os Estados Unidos a decretarem o tarifaço contra as exportações brasileiras, a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal, além da aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, para tentar evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.

A sequência de derrotas

Em menos de uma semana, Eduardo perdeu na Justiça e perdeu o emprego. A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar e decidiu pela demissão dele por abandono de cargo. Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e passou a se definir como exilado político.

Com o Green Card concedido pelo governo de Donald Trump em julho e a condenação mantida pelo STF, o ex-deputado segue nos EUA sem perspectiva de retorno ao Brasil — onde enfrentaria a execução da pena e as consequências da expulsão da corporação onde trabalhou por mais de 15 anos.

Mais Novela
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra