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Rico Melquiades diz que fará cirurgia para diminuir altura e especialistas alertam

Após Rico Melquiades dizer que pretender fazer uma cirurgia para ficar mais baixo, especialistas alertam para esse tipo de procedimento

12 jan 2026 - 17h06
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A ideia de alterar a própria estatura voltou a circular nas redes após Rico Melquiades comentar que pensa em reduzir alguns centímetros por meio de cirurgia. O tema, que costuma parecer improvável para grande parte do público, existe na medicina, mas é tratado com extrema cautela. Médicos destacam que não se trata de um procedimento simples, tampouco rotineiro, e que os riscos costumam superar os ganhos quando não há indicação clínica.

Rico Melquiades diz que fará cirurgia para diminuir altura e especialistas alertam
Rico Melquiades diz que fará cirurgia para diminuir altura e especialistas alertam
Foto: Mais Novela

Segundo a ortopedista Juliana Munhoz, mexer no comprimento das pernas vai muito além da questão estética. "O encurtamento das pernas altera a biomecânica do corpo. Ele influencia no alinhamento dos quadris, na pisada, redistribui a carga corporal e pode levar a dor lombar crônica, além de favorecer lesões como hérnias de disco", explica. Ela acrescenta que mudanças estruturais podem gerar problemas de postura: "Dependendo do caso, há risco de escoliose funcional, alterações posturais e sobrecarga em articulações que não foram feitas para compensar essa mudança". Para a médica, "não é um procedimento preventivo nem benéfico para a saúde", e envolve perigos como infecções, trombose e dificuldade de consolidação óssea.

Procedimento raro e recuperação difícil

O cirurgião plástico Danilo Ferraz afirma que esse tipo de cirurgia é pouco visto no país. "É uma cirurgia rara. Pouquíssimos ou praticamente nenhum profissional faz esse tipo de intervenção com finalidade estética no país", diz. Em casos de alteração de altura, a técnica exige intervenções diretas nos ossos, músculos e vasos. "Nesse caso, é retirado um fragmento do osso e depois se faz a síntese, geralmente com placas e parafusos, como se fosse uma fratura proposital", detalha.

Além da complexidade, o pós-operatório costuma ser um obstáculo importante. "É uma recuperação chata, demorada e com risco de complicações como infecções, dor crônica e até diferença de altura entre uma perna e outra", alerta Danilo Ferraz. Para Juliana Munhoz, a discussão precisa considerar o impacto a longo prazo: "Quando mexemos na base do corpo, que são as pernas, todo o resto precisa se adaptar. Nem sempre essa adaptação acontece sem consequências". Por isso, especialistas reforçam que, fora de casos médicos específicos, o desejo estético raramente justifica o risco.

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