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Quem é Agustín López Gagliasso, jovem condenado a 16 anos de prisão por matar mãe e filha no trânsito

Influenciador de 22 anos dirigia a 120 km/h bêbado e perseguia motociclista quando atropelou família de turistas em Rosário; vídeo publicado momentos antes do crime chocou a Argentina

21 set 2026 - 10h09
(atualizado às 10h18)
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Resumo
O influenciador Agustín López Gagliasso, de 22 anos, foi condenado a 16 anos de prisão em regime fechado por homicídio com dolo eventual na Argentina. Em janeiro de 2025, ele dirigia a 120 km/h, embriagado e perseguindo um motociclista em Rosário, quando invadiu a calçada e matou mãe e filha atropeladas, deixando outros dois feridos. A Justiça rejeitou a tese de crime culposo, concluindo que o jovem, famoso por exibir manobras arriscadas na internet, assumiu conscientemente o risco de matar.

Era janeiro de 2025 quando uma família de turistas foi atropelada em plena calçada de Rosário, na Argentina. O responsável era um jovem de 22 anos ao volante de um Peugeot 206, dirigindo a 120 km/h em uma via com limite de 60 km/h, sob efeito de álcool e em meio a uma perseguição a um motociclista com quem havia se desentendido no trânsito.

Foto: Mais Novela

Fazendo zigue-zague pelas ruas, ele perdeu o controle do carro e atingiu em cheio Tania Gandolfi, de 41 anos, e sua filha Agustina García, de 17. As duas morreram na hora. O pai da família e outra filha do casal, de apenas seis anos, também foram atingidos, mas sobreviveram após atendimento de urgência.

Quem é ele

O jovem ao volante era Agustín López Gagliasso, influenciador digital conhecido no TikTok por conteúdos que incluíam manobras perigosas e exibição de alta velocidade. Pouco antes do crime, ele havia publicado um vídeo dirigindo com uma mulher sentada em seu colo. O registro viralizou após a tragédia e alimentou ainda mais a indignação pública na Argentina.

O julgamento

O tribunal do Centro de Justiça Penal de Rosário considerou que Gagliasso agiu com plena consciência dos riscos. O teste de alcoolemia confirmou álcool no sangue, e o Ministério Público apontou que ele não acionou o freio em nenhum momento antes do impacto. A defesa tentou enquadrar o caso como homicídio culposo, argumentando que o jovem havia perdido o controle involuntariamente. O tribunal rejeitou a tese.

A condenação

Nesta terça-feira (15), Gagliasso foi condenado a 16 anos de prisão em regime fechado por homicídio simples com dolo eventual — modalidade que configura quando o condutor assume conscientemente o risco de matar. A pena deverá ser cumprida integralmente.

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