Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Qual é a doença de Ana Castela? Cantora decebe diagnóstico que dificulta a rotina

Cantora revelou condição nas redes sociais e médicos apontam impactos na atenção, organização e autoestima

21 mar 2026 - 14h09
Compartilhar
Exibir comentários

A cantora Ana Castela, de 22 anos, revelou recentemente que foi diagnosticada com Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) e desabafou que "agora minha vida fez sentido". A fala repercutiu entre fãs e especialistas, já que o diagnóstico na vida adulta costuma trazer esse tipo de identificação com dificuldades vividas ao longo dos anos.

Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram
Foto: Mais Novela

Segundo a psiquiatra Ana Caroline Santana, embora o termo TDA ainda seja popularmente utilizado, a classificação atual considera o quadro dentro do TDAH predominantemente desatento, caracterizado principalmente por dificuldades nas funções executivas. "Isso envolve desafios em planejar, organizar, iniciar tarefas, gerenciar o tempo e manter o foco em atividades menos estimulantes", explica.

Na prática, esses sintomas aparecem como esquecimentos frequentes, dificuldade de concluir tarefas e sensação constante de distração. "Em uma rotina intensa como a da Ana, isso pode gerar sobrecarga e dificuldade na gestão de compromissos", afirma a especialista.

O psicólogo André Machado, mestre e doutor pela PUC-RJ, reforça que o impacto vai além da atenção. "É comum ter dificuldade de manter o foco, esquecer compromissos e sentir um cansaço mental grande por precisar sustentar a atenção o tempo todo", diz.

Ele também destaca que o diagnóstico tardio é frequente em mulheres. "Os sintomas costumam ser mais internos, como desorganização e devaneios, o que faz com que muitas passem anos sem diagnóstico, acreditando que é apenas ansiedade ou traço de personalidade", explica.

Apesar de não ter cura, o transtorno pode ser tratado e controlado. "Com acompanhamento adequado, é possível ter uma vida funcional e produtiva", afirma a psiquiatra.

O tratamento pode incluir medicação, dependendo da intensidade dos sintomas, além de psicoterapia. "A Terapia Cognitivo-Comportamental ajuda no desenvolvimento de estratégias para organização, planejamento e regulação emocional", destaca.

Para muitos pacientes, como a própria cantora relatou, o diagnóstico representa um alívio. Entender como o cérebro funciona permite reduzir a autocobrança e construir uma rotina mais alinhada com suas necessidades.

Mais Novela
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade