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Preta Gil revela ter vivido experiência de 'quase-morte' durante quimioterapia

A cantora ainda falou sobre gordofobia e a carreira de atriz

5 mar 2024 - 20h00
(atualizado às 21h54)
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Resumo
Preta Gil foi entrevistada no programa 'Roda Viva', da TV Cultura, na segunda-feira, 4. Ela falou sobre sua relação com a morte após o câncer, contou sobre o apoio do pai durante o tratamento e revelou ter tido uma experiência de quase-morte. A cantora também falou sobre a gordofobia e sobre seu desejo de voltar a atuar.
A cantora revelou que contou com o apoio do pai, Gilberto Gil
A cantora revelou que contou com o apoio do pai, Gilberto Gil
Foto: Reprodução/TV Cultura

A cantora Preta Gil foi a convidada do programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira, 4. Durante a entrevista, ela afirmou que o câncer mudou sua relação com a morte.

"Não tira mais meu sono. Eu me cuido para que tenha uma vida longeva, até quando Deus quiser. Conversei bastante com Ele, e eu acho que não tenho mais aquela angústia. A doença humaniza, de verdade, a morte. Te aproxima de verdade, e você faz uma desconstrução", explicou ela. 

"Quando tive a septicemia (sepse), fazendo a 'quimio', foi divisor de águas porque tive uma experiência de quase-morte, fui ressuscitada pelos médicos e voltei", completou a cantora. 

A cantora ainda revelou que contou com o apoio do pai, Gilberto Gil, em um momento tão dramático e delicado.

"Eu ainda estava muito fragilizada, e ele falava assim: 'se conecte com a natureza, a vida tem fim, a finitude..'. Ele falou um monte de coisa que, na hora, eu não entendi. Mas, de uma maneira muito poética, humana e afetiva, ele falou sobre eu encarar a morte, a possibilidade de que a finitude poderia estar chegando pra mim. E que eu não tivesse medo, mas claro que fiquei apavorada. Mas naquelas noites muito difíceis em uma UTI, fui me conectando com a energia. A gente só morre porque vive", afirmou. 

A cantora também falou sobre a gordofobia. "É naturalizado a gente chegar em um ambiente, e a pessoa dizer: 'Nossa, você emagreceu!', como se fosse um elogio. Não devemos falar do corpo do outro, seja magro, gordo, azul, amarelo. A gente vem dessa desconstrução, estou nessa luta há muitos anos, e o machismo nos afeta de uma forma que nós, mulheres, reproduzimos esse machismo. Foram criados por uma sociedade que quer restringir as mulheres a um formato, um ideal. Temos muita luta pela frente, não chegamos no ideal, mas a gente avançou", comemorou Preta.

Ela ainda revelou que pretende voltar a atuar. "Estou disposta, sim. Sou uma atriz bem medíocre, sou bem canastrona. Acho que porque é algo ao qual eu menos me dediquei. Mas, se me chamarem, faço, sim. Sou cara de pau [risos]", contou.

Fonte: Redação Terra
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