Nivea Stelmann revela preocupação com saúde cognitiva; especialista faz alerta
Após Nivea Stelmann expor preocupação com a saúde do cérebro, gerontóloga explica a importância de estimular a memória e outras habilidades cognitivas ao longo da vida
A preocupação de Nivea Stelmann com sua saúde cognitiva abriu debate sobre os cuidados com o cérebro. A gerontóloga Thais Bento Lima alerta que essa atenção não deve começar na velhice, pois o envelhecimento é contínuo e a cognição envolve raciocínio, atenção e linguagem, além da memória. Manter o cérebro ativo com leitura, aprendizado e convívio social preserva a autonomia e a participação social ao longo da vida, sendo indicada avaliação profissional se houver impacto na rotina.
Nivea Stelmann chamou a atenção ao revelar uma preocupação com sua saúde cognitiva. O relato da atriz levantou uma discussão importante sobre os cuidados com o cérebro e a necessidade de observar possíveis mudanças na memória e em outras habilidades ao longo da vida.
Para entender melhor o assunto, a gerontóloga Thais Bento Lima da Silva, parceira científica do Método Supera e participante de pesquisas sobre estimulação cognitiva, memória e envelhecimento saudável, explicou por que os cuidados com o cérebro não devem começar apenas na terceira idade.
Preocupação de Nivea Stelmann levanta debate sobre memória
Segundo Thais Bento Lima da Silva, muitas pessoas só começam a prestar atenção à saúde cognitiva quando percebem esquecimentos frequentes ou acompanham alguém próximo enfrentando uma doença neurodegenerativa.
"Muitas vezes, a saúde do cérebro só passa a ser vista quando as pessoas ficam mais velhas e acompanhada de preocupações relacionadas à frequência de esquecimentos ou quando alguém próximo recebe o diagnóstico de uma doença neurodegenerativa, como a Doença de Alzheimer", explicou.
A especialista ressalta, entretanto, que o envelhecimento não começa aos 60 anos, mas acontece continuamente e sofre influência de diferentes fatores.
"Ele é um processo biológico contínuo e é moldado ao longo de toda a vida, a partir das experiências, oportunidades, do ambiente em que a pessoa vive e se desenvolve e das condições de saúde de uma pessoa", destacou.
Isso significa que indivíduos da mesma idade podem apresentar desempenhos cognitivos diferentes, já que o funcionamento do cérebro também é influenciado pelos hábitos e pelas experiências acumuladas.
Saúde cognitiva vai muito além da memória
Embora os esquecimentos sejam frequentemente associados à saúde do cérebro, Thais explica que a cognição envolve diversas outras capacidades importantes para a rotina.
Entre elas estão atenção, linguagem, raciocínio lógico, planejamento e tomada de decisão. Essas habilidades atuam de maneira integrada e contribuem para a realização das atividades cotidianas.
A gerontóloga também esclarece que estimular o cérebro não significa necessariamente passar horas realizando exercícios específicos de memória.
Aprender algo novo, ler, utilizar tecnologias, participar de atividades culturais e conversar são exemplos de práticas que mobilizam diferentes funções cognitivas.
Além disso, ensinar outras pessoas, organizar tarefas e resolver problemas do dia a dia também são formas de manter o cérebro ativo.
Como cuidar da saúde do cérebro ao longo da vida?
De acordo com Thais Bento Lima da Silva, os estímulos cognitivos podem contribuir para a manutenção da autonomia e da participação social durante o envelhecimento.
A especialista destaca que o objetivo não é impedir as mudanças naturais que acontecem com a idade, mas favorecer condições para que as pessoas continuem desenvolvendo suas capacidades.
"Cuidar da saúde do cérebro não significa tentar impedir o envelhecimento. O objetivo é favorecer condições para que possamos manter a autonomia, a participação do indivíduo na sociedade o maior tempo possível", explicou.
Por fim, a gerontóloga reforça que o cérebro pode continuar se adaptando e desenvolvendo habilidades em diferentes fases da vida.
Assim, a preocupação levantada pelo relato de Nivea Stelmann também serve como oportunidade para discutir a importância dos cuidados preventivos e da estimulação cognitiva, sem associar automaticamente esquecimentos a doenças neurodegenerativas.
Mudanças persistentes ou que interfiram nas atividades cotidianas, porém, devem ser avaliadas por um profissional de saúde.
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