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'Neta' de Gretchen, Bia Miranda diz que US$ 40 mil em dinheiro falso era para ensaio: 'Igual as gringas'

A influenciadora aproveitou para mostrar outros itens que comprou para o suposto ensaio fotogáfico

28 mar 2026 - 15h06
(atualizado às 15h38)
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'Jogo do Tigrinho': Bia Miranda e outros influenciadores são alvo de operação da Polícia do RJ:

A influenciadora Bia Miranda, de 21 anos, se pronunciou na tarde de sábado, 28, sobre a operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que apreendeu US$ 40 mil em cédulas falsas, joias e aparelhos eletrônicos de sua casa. Ao Terra, as autoridades afirmaram que ela usava o dinheiro para divulgar jogos ilegais.

Em seu perfil, ela negou o caso. De acordo com ela, a motivação por trás da compra seria uma sessão de fotos inspirada em modelos estrangeiras. "Ia fazer tipo as gringas. Umas meninas caídas no carro, com dinheiro em volta, com joias, chave do carro caída, com a bolsa jogada", afirmou, por meio dos stories.

"Eu já tinha até falado com a Fatinha, pra ela marcar o estúdio. Com as mensagens no celular que eles levaram, dá para provar pra que eu ia usar esse dinheiro", disse ela, mencionando sua assessora. "O policial falou que a nota era muito perfeita, só que eu disse: 'Como eu ia adivinhar? Veio da China, escrito 'sem valor'".

A influenciadora aproveitou para mostrar outros itens que comprou para o suposto ensaio fotográfico.

“Junto com esses bolos de dinheiro, eu comprei uma chave, várias chavinhas douradas, porque também ia deixar caída na foto. Eles pegaram e perguntaram se era de ouro, queriam até levar para análise, mas eu disse que não. Dá para ver que eu nem tinha mexido nas notas, porque estava tudo lacrado (...) Não tinha como enganar ninguém”.

O que aconteceu?

Bia Miranda, influenciadora
Bia Miranda, influenciadora
Foto: Reprodução | Instagram

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu, na noite de sexta-feira, 27, US$ 40 mil em cédulas falsas em posse de Bia Miranda. A autoridade também confiscou joias e um carro na casa da influenciadora. A personalidade da mídia, que também já participou de A Fazenda, é investigada por promover jogos ilegais.

Procurada pelo Terra, a corporação informou que agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na casa de Bia Miranda e que a ação faz parte da segunda fase da Operação Desfortuna, conduzida pela DCOC-LD (Delegacia de Combate ao Crime Organizado, à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro).

De acordo com informações, a influencer e ex-participante de A Fazenda afirmou que usava o dinheiro cenográfico para promover plataformas de apostas online e para atrair seguidores para seus perfis nas redes sociais.

Após a busca e apreensão, as autoridades ainda pediram à Justiça o bloqueio das contas bancárias de Bia Miranda, com o intuito de desarticular o financiamento de organizações criminosas — no caso, plataformas de jogos ilegais. Vale lembrar que a influenciadora já era alvo da primeira fase da Operação Desfortuna. A etapa foi realizada em agosto de 2025, mas, na época, ela não foi localizada pela polícia.

O novo pedido de busca e apreensão ocorreu devido à continuidade da divulgação de apostas ilegais por Bia Miranda. Com a informação, a polícia solicitou novas medidas à Justiça para viabilizar a operação de sexta-feira, 27.

Em resposta à repercussão do caso, a defesa de Bia Miranda emitiu um comunicado. Confira na íntegra:

Bia Miranda, influenciadora
Bia Miranda, influenciadora
Foto: Reprodução | Instagram

Os advogados Mayara Rodriguez, Graziella Salti, Marco Antonio Pereira Marques e Felipe Passos, constituídos pela influenciadora digital Bia Miranda, vêm, por meio da presente nota, esclarecer os fatos recentemente divulgados acerca do cumprimento de mandado de busca e apreensão no âmbito de investigação que apura a atuação de influenciadores digitais em campanhas publicitárias relacionadas a plataformas online.

Inicialmente, é imprescindível esclarecer que a medida de busca e apreensão constitui procedimento investigativo previsto na legislação brasileira, não significando reconhecimento de culpa, tampouco podendo ser interpretada como conclusão acerca da existência de qualquer prática ilícita.

A influenciadora Bia Miranda jamais foi condenada por qualquer crime, possuindo histórico pessoal construído de forma legítima no ambiente digital, motivo pelo qual causa estranheza a divulgação de informações parciais e descontextualizadas que induzem a opinião pública a conclusões precipitadas.

A defesa esclarece que a utilização de itens cenográficos e materiais de produção audiovisual é prática absolutamente comum no meio publicitário e digital, sendo amplamente empregada em campanhas de marketing, vídeos promocionais e conteúdos destinados à divulgação de marcas e produtos, não configurando, por si só, qualquer irregularidade ou conduta criminosa.

Esses materiais não possuem valor real e não são utilizados para circulação, sendo facilmente identificáveis como objetos de cena. Inclusive, algumas dessas cédulas apresentavam imagens completamente incompatíveis com moedas oficiais, como figuras ilustrativas e até mesmo a representação de um casal, o que demonstra claramente que não se tratam de dólares verdadeiros, nem de imitações aptas a enganar.

Fonte: Portal Terra
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