PUBLICIDADE

"Música para mim é sobre conexão e essência", diz Renan Kneipp

Aos 25 anos, o cantor e compositor é uma nova aposta do pop/R&B; veja o bate-papo exclusivo

30 jul 2021 10h01
ver comentários
Publicidade
Apesar da criação conservadora, aos 18 anos, Renan desbravou o mundo.
Apesar da criação conservadora, aos 18 anos, Renan desbravou o mundo.
Foto: Divulgação / Famosos e Celebridades

Não é novidade dizer que o cenário musical brasileiro é responsável por apresentar ao mundo grandes nomes. Seja qual for o ritmo ou as batidas, o importante é sempre ficar com os olhares e ouvidos atentos para as novas apostas, especialmente para aqueles que, de forma independente, produzem grandes obras. 

Hoje, o Famosos e Celebridades abre as portas para o mineiro Renan Kneipp. Cantor e compositor de pop/R&B que, apesar da criação bem conservadora, aos 18 anos desbravou o mundo e a cada novo dia se encanta mais um pouquinho por todas as emoções que a música é capaz de lhe trazer.

Foto: Divulgação / Famosos e Celebridades

"Sou mineiro, de Juiz de Fora, mas atualmente moro em São Paulo. Morei no Rio de Janeiro por quase quatro anos também para fazer faculdade de Publicidade e mudar de ares, claro. Foi uma das melhores decisões que já tomei na vida. Espero que essas andanças por aí estejam só começando", conta. 

Aos 25 anos, Renan bate no peito com muito orgulho ao se reconhecer como cantor - e dono de uma jornada bem intensa. "Desde que lancei minha primeira música, sempre quis mergulhar e lançar mil projetos, mas por não ter dinheiro algum e, muito menos, contatos, comecei a duvidar da minha capacidade ou da minha utilidade. Foi graças ao apoio de pessoas especiais e também algumas leves loucuras que hoje me enxergo como artista. E posso dizer? É viciante", brinca. 

Os primeiros passos 

Quando o assunto é infância, as recordações são boas. Talvez, a semente que o fez brotar na arte. "Lembro de quando eu estava por volta dos 4 anos e toda a família se reunia na casa da minha avó, ia para o terraço e ficava cantando várias músicas enquanto meu pai tocava violão. Esses momentos tiveram um impacto na minha personalidade. Música para mim é sobre conexão e essência", afirma.

Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação / Famosos e Celebridades

"Meu pai mesmo é apaixonado por música. Quando tinha 17 anos, 'fugiu' da casa da minha avó para tocar em um festival em Belo Horizonte, e pelo que fiquei sabendo fez sucesso, já que teve fã de fora da cidade indo atrás dele dias depois", recorda-se. 

"Quando eu era bebê, ele pegava o violão e tocava 'Kid Cavaquinho' do João Bosco e eu vinha todo serelepe dançando de onde estivesse. É engraçado que eu lembro vagamente da cena, mas a sensação é forte, como se eu tivesse vivido isso ontem. É o poder da música em mim". 

Foto: Divulgação / Famosos e Celebridades

Abaixo você confere o bate-papo exclusivo (e super bacana!) que tivemos com o Renan. Ele aproveitou para comentar sobre as dificuldades da música independente no Brasil, saúde mental e criatividade em tempos de pandemia e, para alegria dos fãs, um spoiler do que vem por aí. 

FC: Quando você teve a primeira oportunidade produzir profissionalmente?

RK: Eu comecei a explorar a produção musical com um amigo de infância que estudava na minha escola e que até hoje produz minhas músicas: Guilf. Quando nós tínhamos por volta de 17 anos, ele começou a montar o estúdio na casa dos pais e me chamou para gravarmos uma versão rock de "Can You Feel The Love Tonight" do Elton John para O Rei Leão. Depois disso, passei a ter vontade de gravar minhas próprias músicas. Gravamos uma que chamava "Dedicated To You", a primeira versão de "No One Cares About Dead Angels" que acabei relançando no fim de 2020 e outras brincadeiras. 

Foi em janeiro de 2018 que falei "é agora". Lancei a "Pilot" ('Piloto' em português pra fazer referência ao episódio de teste das séries) para começar conhecer o mundo da música e também a mim mesmo como artista. No ano seguinte, lancei minha primeira em português, 'Arrepio', que já estava mais próxima do R&B que é o gênero musical que mais me identifico.  

FC: Quais são os principais desafios em ser músico independente no Brasil? 

RK: A resposta é batida, porém verdadeira: falta de incentivo. Infelizmente, ficamos completamente desamparados, tanto por qualquer instituição que poderia fomentar esse nicho, quanto pelo próprio público que não chega a conhecer novos artistas já que não existe esse espaço em lugar algum.

Hoje em dia, é preciso investir bastante em mídia para alcançar pessoas e a realidade de um artista independente que está começando é dura. Ao mesmo tempo que temos mais plataformas para mostrar nosso trabalho, é preciso produzir muito conteúdo além do investimento para ser notado e isso acaba sendo desafiador para um artista que, acima de todas as exigências do mercado, precisa focar na arte.  

FC: Em tempos de pandemia e isolamento social, como você tem feito para manter a criatividade ativa?

RK: Tem momentos que eu abro mão. Por não estar vendo pessoas, tendo experiências muito variadas e tudo mais, acaba que a criatividade dá uma limitada. Afinal, escrevemos sobre a plenitude da vida, não é? Então, para não atrofiar completamente os músculos musicais e também porque estou prestes a lançar meu primeiro EP, eu tenho resgatado minhas lembranças e as moldado de acordo com a situação atual, de certa forma. Até porque todo o contexto do projeto que vem por aí é sobre meu olhar hoje sobre diversas questões, tanto do passado quanto do dia a dia. 

Outra forma de lidar com o isolamento tem sido tentar olhar de forma bem humorada para ele. O resultado dessa tentativa foi a 'Carente', que eu nem preciso explicar o motivo da escrita dela, né? (risos). Todos nós estamos cansados de olhar para as paredes e queremos logo ter trocas significativas com outras pessoas, passar um perrengue na rua e rir com amigos. Então não só a letra da música quanto o clipe brincam com essa realidade.     

Foto: Divulgação / Famosos e Celebridades

FC: Quais são suas referências musicais, e o que a música representa para você?

RK: Começando pelo final, eu acabei dando spoiler na segunda pergunta, mas música para mim é acima de tudo sobre criar conexões com as pessoas. Tanto numa música mais profunda com letra extramamente pessoal quanto numa música mais leve, o que me move é ver outras pessoas se identificando, sorrindo e cantando junto. 

Sobre minhas referências, senta que lá vem nome (risos). Artisticamente falando, eu gosto de beber de várias fontes para tentar encontrar um caminho mais próprio, sabe? Na composição, por exemplo, admiro demais o Bob Dylan, a Dolly Parton, o Steview Wonder e, no cenário brasileiro, a Rita Lee. Eles conseguem contar histórias de forma leve e humana. Para mim é o mais importante. 

Agora de performance e relevância cultural, eu admiro tanta, mas tanta gente. É muito massa o movimento que está acontecendo na música mundial de diversificação: nacionalidades diferentes criando sonoridades únicas; personalidades da comunidade LGBTQIA+ cada vez tendo mais plataforma e as barreiras sendo quebradas pouco a pouco. Nesse caminho, acompanho sempre os novos artistas nacionais como Luedji Luna, Duda Beat, Gilsons, Iza e também grandes nomes de fora como Beyoncé, Jorja Smith, Bruno Mars e mais uma galera.  

FC: Recentemente você lançou o single "Carente", como foi produzi-lo?

RK: Foi um processo bem divertido! A produção da música em si foi um pouco trabalhosa porque queríamos chegar num lugar leve, mas rico musicamente. Então mudamos o tom no meio do caminho, tiramos coisa, botamos coisa, voltamos com coisa e assim foi até o final. 

Já o clipe só reforçou meu posicionamento de estar cercado por pessoas que acreditam no seu potencial de verdade. Se não fosse por isso, ele não existiria. Conversei com 3 diretores antes de ter o apoio do Rafael Canuto nos 45 do segundo tempo. Em paralelo, mais amigos abraçaram a causa e fizemos tudo com muito carinho. O dia de gravação foi cansativo demais, mas no fim me senti leve. Ver o clipe finalizado e principalmente a reação das pessoas me coloca um sorriso no rosto toda vez.  Já agradeço novamente à Letícia La Rocca, Rafael Rodrigues, Pedro Lemos e Pablo Albano pela ajuda nesse processo. 

Foto: Divulgação / Famosos e Celebridades

Alô, spoiler!

FC: Para gente finalizar, quais são os planos futuros? E se puder, nos dê um spoiler da próxima música!

RK: Eu já quero deixar claro que estou inventando muitas modas para o futuro próximo e que todo mundo é bem-vindo para se juntar a mim nessa jornada. Quero conhecer mais pessoas e criar um grande grupo de amigos para, no ano que vem quando os eventos voltarem, a gente celebrar a música juntos num show especial. 

Meu próximo passo é lançar meu primeiro EP, '1/4'. Ele provavelmente chegará em setembro com 100% das músicas escritas por mim e, além dos dois singles já lançados ('Carente' e 'Save The Little Boy'), terá 3 músicas inéditas. Eu sempre quis lançar um compilado assim para criar uma narrativa e a cada dia fico mais satisfeito com o resultado. O projeto é pop/R&B, mas brinca com sonoridades de outros gêneros musicais por se tratar de momentos diferentes dessa minha jornada. Pensa numa pessoa ansiosa! (risos)   

Ops... agora sim o spoiler! 

Faço questão de soltar um spoiler nesse papo tão especial para mim. Não terei mais lançamento de single até o projeto vir completo, mas uma das novas músicas que é muito especial para mim se chama '2 de janeiro'. Ela é sobre um momento muito especial que eu vivi há pouco tempo e que por si só me marcou positivamente. Nada aconteceu depois, a história não continuou, mas devemos sempre guardar com carinho as trocas especiais que temos na vida, sejam elas curtas ou mais longas. 

Solte o play e assista ao clipe de Carente: 

Famosos e Celebridades
Publicidade
Publicidade