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“Me tratam como se eu tivesse cometido um crime”, desabafa Rafa Kalimann sobre ataques na internet

Influenciadora fala sobre ódio nas redes sociais após exibir sua gravidez em documentário

15 jun 2026 - 17h41
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Rafa Kalimann, influencer e ex-BBB.
Rafa Kalimann, influencer e ex-BBB.
Foto:

Rafa Kalimann abriu o coração ao falar sobre os ataques que recebe nas redes sociais e o impacto que a exposição constante teve em sua saúde mental. Em entrevista ao videocast Conversa vai, conversa vem, transmitido pelo canal do O Globo no Youtube, a influenciadora afirmou que ainda tenta compreender a intensidade das críticas direcionadas a ela e disse sentir que, muitas vezes, é julgada de forma desproporcional.

“A maneira com que me tratam na internet é como se eu tivesse cometido um crime”, declarou. Segundo Rafa, mesmo após anos de exposição pública, os comentários negativos continuam machucando. Ela também revelou que costuma se sensibilizar ao ver outras pessoas sendo alvo de ataques virtuais.

A influenciadora, que recentemente lançou a série documental Tempo para Amar, compartilhou detalhes sobre os desafios enfrentados após o nascimento da filha, Zuza, de cinco meses. O projeto mostra sem filtros a realidade da maternidade, incluindo momentos de solidão, insegurança e dificuldades emocionais vividas no puerpério.

Rafa, que acumula 40 milhões de seguidores, contou que decidiu expor essa fase porque percebeu que muitas mulheres se sentem sozinhas diante de uma realidade diferente daquela idealizada. 

“Não estamos preparados para tirar a romantização da gestação. É difícil encarar que a maternidade não é só esse lugar de puro amor e luz. Queria mostrar a realidade. Nas redes sociais, a gente seleciona muito, e as pessoas não estão dispostas a ver tanta verdade.”

Durante a conversa, ela também refletiu sobre a pressão para dar conta de tudo sozinha. Segundo a influenciadora, a chegada da filha a ensinou a pedir ajuda e a aceitar que não precisa carregar todas as responsabilidades sem apoio. “Saí de casa com 14 anos para ser modelo, morava em república com 18 meninas, cada uma no seu corre. Zuza me ensinou, aprendi que não preciso fazer tudo sozinha”, conta a influencer.

Rafa Kalimann, Nattan e o filho do casal.
Rafa Kalimann, Nattan e o filho do casal.
Foto: @nattan via Instagram / Estadão

Ao comentar a relação com o cantor Nattan, pai de Zuza, Rafa explicou que o casal enfrentou desafios comuns a muitos pais de primeira viagem. Ela destacou que a falta de referências sobre a paternidade contribuiu para dificuldades no início da adaptação à nova rotina, mas afirmou que houve evolução significativa desde então.

Rafa comenta sobre as críticas a Nattan feitas após o lançamento da série: “As consequências foram drásticas na internet, sabíamos que isso podia acontecer. Mas ele falou: ‘Entendo que precisava ter visto outro pai passar por isso para conseguir ser quem eu precisava ser’. Ele não sabia, como muitos não sabem. Por falta de referência, de diálogo, informação. Concordamos que seria um serviço para outros entenderem que não se vira pai só quando o filho nasce, mas quando o positivo chega.”

Outro tema abordado foi a decisão de se afastar temporariamente das redes sociais no fim da gravidez. Rafa descreveu a experiência como libertadora e afirmou que passou a selecionar melhor o conteúdo que consome. Para ela, a internet pode se tornar um ambiente nocivo quando informações falsas são repetidas até serem tratadas como verdade. Por isso, não pretende mais compartilhar tudo o que vive.

“Não me reconheço na Rafaela que criaram na mídia. Soltam algo mentiroso, que é replicado e vira verdade. Se defende é pior, vira bola de neve. Até onde preciso me provar? A internet estava me machucando aí.”

Rafa também voltou a falar sobre episódios de intolerância religiosa envolvendo seu nome. Ela negou boatos de que teria se recusado a pronunciar a palavra “desgraça” em uma novela ou a cantar trechos de um samba-enredo por motivos religiosos. Segundo ela, a repercussão foi construída a partir de interpretações distorcidas.

“Essa personagem falava muito “desgraça”. Estava em todos os diálogos. Não é uma palavra que fico falando em casa. Não gosto. Dentro da minha crença, ela não é bem-vinda. Fiz uma brincadeira nos stories dizendo que, nos ensaios, pula a palavra e criaram essa história sensacionalista. Não vejo problema falar sendo na personagem.”

Cristã, Rafa afirmou que sempre buscou conhecer diferentes crenças e relatou experiências em espaços religiosos diversos, incluindo centros espíritas e terreiros de candomblé. 

“A questão da intolerância religiosa me doeu. No sagrado do outro não se mexe, se respeita. Sempre fui cristã e curiosa em aprofundar. Cresci com a vizinha me levando na Seicho-No-Ie, fui para o centro espírita muito nova. E fui para o candomblé, no Gantois. Mãe Carmem me recebeu com o maior amor do mundo. Pedi para ela me explicar o candomblé para que eu pudesse ter minhas convicções sobre uma religião completamente diferente da minha e que já sofre muito preconceito.”

A influenciadora ainda rebateu críticas relacionadas ao trabalho social que realiza na África. Ela explicou que as publicações sobre os projetos ajudam a ampliar as doações e o alcance das iniciativas. 

“Quem critica é quem não levanta do sofá para fazer algo. Se fizesse, saberia que não interessa onde, como, quando, o negócio é fazer. Quem faz, não vai falar: “ah, ela tá fazendo em Moçambique e não aqui”. Vou pela 15ª vez, são nove escolas, mais de 600 crianças. Contam comigo. Já quis parar de mostrar, só que quando exponho, as doações aumentam. Posto tudo, o sapato que uso. Não vou postar algo que vai fazer diferença na vida de milhares de pessoas? Não quero provar nada, nem justificar esse trabalho. Só tenho que continuar.”

Apesar das críticas constantes, Rafa garantiu que segue focada em seus projetos e cada vez mais consciente dos limites que deseja estabelecer entre sua vida pública e privada. “Não quero agradar todo mundo. Quem sou eu para conseguir isso? Nem Jesus conseguiu”, concluiu.

Fonte: Portal Terra
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