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Lula inicia tratamento com radioterapia após cirurgia de câncer de pele

RISCO DE VIDA? Aplicações preventivas duram cerca de dois minutos e serão ajustadas à agenda oficial em Brasília; veja

26 mai 2026 - 19h30
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu início, na manhã desta segunda-feira (25), a um ciclo de tratamento oncológico complementar em Brasília. De acordo com o boletim médico oficial emitido pelo Hospital Sírio-Libanês, o chefe do Executivo realizou a sua primeira sessão de radioterapia preventiva.

Presidente Lula
Presidente Lula
Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/agencia Brasil / Mais Novela

O procedimento é um desdobramento direto da cirurgia ambulatorial realizada no final de abril para a retirada de um tumor de pele na região da cabeça.

Segundo informações de bastidores apuradas pela CNN Brasil, a equipe médica desenhou um protocolo composto por um total de 15 sessões de radioterapia superficial. O cronograma deve se estender pelas próximas três semanas.

Para evitar prejuízos à condução dos compromissos de Estado, as aplicações terão tiros curtíssimos de duração — cerca de dois minutos cada — e não possuirão horários rígidos na agenda, sendo encaixadas de forma dinâmica entre as reuniões e audiências do mandatário no Palácio do Planalto.

Entenda o diagnóstico: Carcinoma Basocelular

A intervenção médica tornou-se necessária após a análise histopatológica da lesão removida do couro cabeludo do presidente. O cardiologista Roberto Kalil Filho e a dermatologista Cristina Abdalla, que lideram o acompanhamento do petista, confirmaram que o diagnóstico fechou para um carcinoma basocelular.

Este quadro é classificado pela literatura oncológica como o tipo mais frequente e comum de câncer de pele no mundo, possuindo uma forte correlação com a exposição acumulada aos raios solares ao longo das décadas de vida. Apesar do nome, os especialistas tratam de tranquilizar o público, reforçando que o carcinoma basocelular apresenta altíssimas taxas de cura e baixíssimo risco de metástase (quando o câncer se espalha para outros órgãos) se retirado precocemente.

"É o tumorzinho de pele mais comum. A gente tira vários no dia a dia do consultório dermatológico", contextualizou a médica Cristina Abdalla, classificando o procedimento de raspagem e readequação de margens como algo rotineiro na prática clínica.

Manutenção da agenda oficial

A opção pela radioterapia superficial e localizada pegou parte dos analistas políticos de surpresa, uma vez que o Palácio do Planalto não havia sinalizado a necessidade de terapias complementares no anúncio da cirurgia original, ocasião em que Lula também operou um cisto no punho. Os médicos justificaram que a radiação serve como um bloqueio de segurança extra para destruir qualquer célula residual microscópica na derme, diminuindo drasticamente as chances do tumor retornar no mesmo local (recidiva).

Mesmo diante do tratamento, o boletim médico assinado pelas equipes de São Paulo e Brasília foi categórico ao afirmar que o presidente não precisará se licenciar do cargo ou se afastar de suas funções de representação política. "O presidente seguirá suas atividades diárias sem restrições, mantendo acompanhamento pelas equipes médicas", informou o documento do Sírio-Libanês.

A única grande alteração visível na rotina de Lula envolverá uma mudança de hábitos estéticos em eventos ao ar livre. Por orientação expressa dos dermatologistas, o presidente passará a adotar o uso rigoroso de protetores solares de alto fator e chapéus ou bonés para blindar o couro cabeludo da incidência direta de luz ultravioleta durante as vistorias técnicas e discursos públicos.

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