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Local em que Juliana Marins morreu é considerado sagrado por tribos indígenas

Local em que Juliana Marins morreu no Vulcão Rinjani já recebeu rituais sagrados e possui lendas ancestrais; veja

27 jun 2025 - 15h52
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As autoridades da Indonésia revelaram que a jovem Juliana Marins, que caiu no Vulcão Rinjani, sofreu uma fratura no tórax e morreu devido a uma hemorragia interna. Agora, foi descoberto que o local em que a brasileira caiu é considerado sagrado por tribos locais da Indonésia, sendo utilizado para rituais e sido palco de lendas ancestrais.

Local em que Juliana Marins morreu no Vulcão Rinjani já recebeu rituais sagrados e possui lendas ancestrais; veja
Local em que Juliana Marins morreu no Vulcão Rinjani já recebeu rituais sagrados e possui lendas ancestrais; veja
Foto: Márcia Piovesan

O monte, que é conhecido mundialmente por ser um dos pontos turísticos mais procurados da Ásia, é referenciado por tribos como a Sasak. Eles acreditam que o vulcão é um portal místico entre o mundo físico e o mundo espiritual. O vulcão representa o ciclo da vida para essas comunidades, da morte ao renascimento.

O cume e o lago Rinjani são palcos para rituais espirituais feitos por moradores e fieis. Acredita-se que a montanha possui espíritos protetores que oferecem cura espiritual e aliviam feridas emocionais. Ao redor do vulcão, há um lago chamado Segara Anak, que também é considerado sagrado pelos indígenas.

Seu nome quer dizer "filho do mar" em indonésio, e acredita-se que suas águas são místicas, tendo o poder de curar doenças e dores físicas. Ele é envolto por rochas vulcânicas e é utilizado pelos fiéis locais.

Autópsia de Juliana Marins

Ida Bagus Alit, especialista responsável pela análise, explicou em uma entrevista coletiva as fraturas que Juliana sofreu no tórax, ombro, coluna e coxa: "Essas fraturas ósseas causaram danos a órgãos internos e sangramento", frisou. "A vítima sofreu ferimentos devido à violência e fraturas em diversas partes do corpo. A principal causa de morte foram ferimentos na caixa torácica e nas costas", acrescentou.

Vale lembrar que o corpo da vítima havia sido transportado para o Hospital Bali Mandara, em Bali, onde chegou por volta das 11h35 (horário de Brasília) na quinta-feira (26). A ausência de especialistas forenses na província de West Nusa Tenggara, onde fica localizado o Monte Rinjani, obrigou as autoridades indonésias a transferirem o corpo da vítima para outro local. CONTINUE LENDO.

Márcia Piovesan
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