João Brasio explica saída do Times Brasil, lança reality ‘Elevator Pitch’ e produz filme
Empresário de segurança cibernética comenta sua entrada como investidor no mercado audiovisual
CEO da Elytron Cybersecurity, João Brasio despediu-se do canal Times Brasil/CNBC, onde apresentava o quadro ‘Ciber Alerta’.
Em conversa com a coluna, ele descreveu o fim da parceria e revelou o lançamento de um reality show próprio que vai apoiar pequenos empreendedores.
O empresário contou ainda detalhes a respeito de sua entrada na indústria do cinema como produtor de um filme brasileiro.
Por que decidiu sair da Times Brasil e como avalia o período?
Foi uma decisão difícil, porque eu gostava muito da experiência e das pessoas com quem trabalhei lá. Fiquei alguns meses no ar com o quadro, e foi muito positivo. No entanto, começou a ficar difícil conciliar a agenda empresarial com o compromisso fixo com uma emissora. Além disso, estar formalmente atrelado a um canal acabava limitando convites para entrevistas e participações em outros canais, o que passou a gerar um impacto negativo para a exposição institucional da Elytron. Como empresário, preciso estar disponível para falar com todo o ecossistema de mídia. Então foi uma decisão estratégica, mas sigo muito grato pela oportunidade.
Qual é esse novo projeto audiovisual?
O projeto se chama ‘Elevator Pitch’. É um reality de negócios em que empreendedores têm apenas 60 segundos para apresentar sua ideia dentro de um elevador cenográfico. Se conseguirem convencer pelo menos três dos nossos ‘titãs’ investidores, o elevador sobe e eles ganham mais tempo para aprofundar o 'pitch' e negociar investimento. A proposta é trazer muita adrenalina e objetividade ao processo de investimento. A estreia está prevista para julho, na Record, com distribuição também para internet e plataformas digitais. Nesta primeira temporada tomamos a decisão de focar em empreendedores de favelas e comunidades, porque nenhum programa desse tipo deu, até hoje, visibilidade a uma economia que movimenta quase R$ 300 bilhões por ano no Brasil e que raramente ganha visibilidade em programas desse tipo.
Gosta de fazer TV? O benefício é apenas para a imagem ou rende negócios também?
Eu gosto muito de televisão. A TV tem um poder de comunicação impressionante e ainda é uma das plataformas mais fortes para dialogar com o público em escala. Para mim, não é apenas uma questão de imagem. Ela ajuda a levar conhecimento, educar o público sobre temas como tecnologia e empreendedorismo e também cria conexões importantes com o mercado. Muitas vezes surgem conversas, parcerias e oportunidades a partir dessa exposição. Então existe um benefício institucional, de reputação, e também um impacto real em networking e negócios.
Mesmo tendo seu próprio reality, participaria de outro programa de investimentos, como o ‘Shark Tank’?
Sim, participaria com certeza. Inclusive o ‘Elevator Pitch’ tem uma proposta que conversa com esse universo, apesar de ter um formato bem diferente. A ideia de ver empreendedores defendendo suas ideias diante de investidores é algo que sempre me interessou, porque estimula inovação e cria oportunidades para novos negócios nascerem.
Esteve no Oscar com sua namorada, a influenciadora Cela Lopes. Como surgiu a oportunidade?
O convite surgiu por meio de pessoas do meu networking durante o Festival de Cinema de Cannes de 2025, quase um ano antes da cerimônia. Foi algo que amadureceu ao longo dos meses. Além de ir à cerimônia oficial no Dolby Theatre, que é obviamente o ponto alto da semana do Oscar, participei de algumas festas e encontros organizados por celebridades e produtores internacionais.
Você se interessa por cinema?
Gosto muito de cinema. Sempre fui apaixonado por histórias bem contadas e por filmes que fazem a gente pensar. Entre os meus favoritos estão ‘Matrix’, que marcou uma geração ao misturar filosofia e tecnologia; ‘O Plano Perfeito’, que é um thriller extremamente inteligente, e também ‘Nefarious’, que traz uma narrativa muito forte e provocativa.
Gostou de ‘Ainda Estou Aqui’ e ‘O Agente Secreto’?
Sim. Acho muito positivo ver produções brasileiras ganhando destaque internacional. São filmes que mostram a força das nossas histórias e do nosso talento. Esse reconhecimento ajuda a colocar o cinema brasileiro cada vez mais no radar global.
Como acontece sua entrada no mercado cinematográfico?
Estou investindo como produtor executivo em um projeto chamado ‘The Queen of Speed’, com o cineasta brasileiro David Schurmann (da família de navegadores Schurmann). É uma produção que ainda não abriremos o enredo, mas que acreditamos ter grande potencial internacional.