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Ginecologista explica menopausa precoce após relato de atriz da Globo sobre diagnóstico aos 27 anos

Menopausa precoce: médica esclarece sintomas e impactos após revelação de Yohama Eshima

8 ago 2026 - 18h07
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O diagnóstico de menopausa precoce enfrentado por Yohama Eshima voltou a chamar a atenção do público após a atriz relembrar como a condição transformou sua vida. Atualmente no elenco da novela Quem Ama Cuida, a artista contou que recebeu a notícia aos 27 anos e, mesmo diante das previsões médicas, conseguiu engravidar do filho Tom. O caso reacendeu o debate sobre a insuficiência ovariana primária, condição que afeta a fertilidade feminina e exige acompanhamento especializado. Para esclarecer o tema, a ginecologista Deborah Coelho explicou quais são os principais sintomas, as causas e os tratamentos disponíveis.

Ginecologista explica menopausa precoce após relato de atriz da Globo sobre diagnóstico aos 27 anos
Ginecologista explica menopausa precoce após relato de atriz da Globo sobre diagnóstico aos 27 anos
Foto: Mais Novela

Segundo a especialista, a menopausa precoce acontece quando os ovários deixam de funcionar adequadamente antes dos 40 anos, reduzindo significativamente a produção de estrogênio e comprometendo a ovulação. Deborah Coelho afirma: "A menopausa precoce, também chamada de insuficiência ovariana primária, ocorre quando os ovários deixam de funcionar adequadamente antes dos 40 anos, reduzindo de forma significativa a produção de estrogênio e comprometendo a ovulação." A médica explica que os sinais mais comuns incluem irregularidade ou ausência da menstruação, ondas de calor, suor noturno, alterações de humor, insônia, ressecamento vaginal e diminuição da libido. Ela acrescenta que o problema pode ter origem genética, autoimune, ser consequência de tratamentos como quimioterapia e radioterapia ou, em muitos casos, não apresentar uma causa definida. O diagnóstico, segundo a ginecologista, depende da avaliação clínica, do histórico menstrual e de exames hormonais, principalmente as dosagens de FSH e estradiol.

Especialista alerta para impactos na fertilidade

Ao comentar o assunto, Deborah Coelho ressaltou que a insuficiência ovariana precoce interfere diretamente na capacidade reprodutiva da mulher, mas não elimina completamente a possibilidade de uma gestação. "A menopausa precoce impacta diretamente a fertilidade, já que reduz a reserva ovariana e dificulta uma gestação espontânea. No entanto, como algumas mulheres ainda podem ovular de forma ocasional, é importante procurar um ginecologista assim que surgirem alterações menstruais persistentes para confirmar o diagnóstico e discutir opções de tratamento e preservação da fertilidade, quando possível." A orientação reforça a importância de buscar atendimento médico logo nos primeiros sinais, permitindo um acompanhamento adequado e a definição da melhor estratégia para cada paciente.

A história de Yohama Eshima acabou se tornando um exemplo de que cada caso pode evoluir de maneira diferente. Em entrevista ao gshow, a atriz revelou que a gravidez aconteceu quando já acreditava que não poderia ser mãe. "Não foi só o diagnóstico que me transformou; a própria maternidade já é a revolução. Quando eu olhava para o meu corpo grávida, eu quase não acreditava. Só o fato de estar grávida já era o próprio milagre, era algo que tinha ido contra tudo que os médicos tinham falado, que eu não poderia engravidar", contou. O relato da artista, aliado às explicações da ginecologista, evidencia a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento especializado e da informação para mulheres que enfrentam essa condição.

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