FAB revela novo detalhe sobre o acidente que provocou a morte de Rick Sollo em SC
A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou um novo detalhe sobre o acidente de helicóptero que matou Rick Sollo e outras quatro pessoas em Santa Catarina. Segundo a Aeronáutica, a aeronave voava por um espaço aéreo não controlado quando caiu em Urubici, na Serra catarinense, em 21 de setembro. A informação ajuda a reconstruir a rota, […]
A FAB revelou que o helicóptero que caiu em Urubici (SC), matando Rick Sollo e outras quatro pessoas, voava em espaço aéreo não controlado, prática que não configura irregularidade nem aponta a causa da queda. A aeronave seguia de Porto Belo para Criciúma e continuou o trajeto além do horário previsto de pouso, registrando o último sinal antes do impacto na mata. As investigações apuram as condições do voo sob chuva forte, vento e baixa visibilidade para determinar os fatores do acidente.
A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou um novo detalhe sobre o acidente de helicóptero que matou Rick Sollo e outras quatro pessoas em Santa Catarina.
Segundo a Aeronáutica, a aeronave voava por um espaço aéreo não controlado quando caiu em Urubici, na Serra catarinense, em 21 de setembro.
A informação ajuda a reconstruir a rota, mas não aponta, por si só, uma causa para a queda.
A própria FAB esclareceu que operar em uma área dessa categoria não significa irregularidade e não havia uma determinação que proibisse o helicóptero de passar pela região naquele momento.
Espaço aéreo não controlado não indica voo irregular
Nesse tipo de área, o piloto não é obrigado a manter contato permanente com um órgão de controle de tráfego aéreo.
As informações necessárias para o deslocamento podem ser repassadas pelo Serviço de Informação de Voo, que atende rotas nas quais não existe controle direto semelhante ao de áreas mais movimentadas.
No caso do helicóptero de Rick, a FAB informou que os dados do trajeto eram disponibilizados pelo Serviço de Curitiba, ligado ao Cindacta II.
Isso incluía informações úteis sobre meteorologia, aeródromos e outras condições capazes de interferir no planejamento do voo.
Helicóptero de Rick Sollo seguiu viagem após horário previsto de pouso
O Bell 430, de prefixo PP-MGR, havia partido de Porto Belo com destino a Criciúma.
O plano de voo previa pouso às 11h24.
A aeronave, entretanto, continuou o deslocamento e teve o último sinal registrado às 11h34.
- 10h30: decolagem de Porto Belo, em Santa Catarina;
- 11h24: horário previsto para o pouso em Criciúma;
- 11h34: último sinal registrado durante o trajeto;
- 11h35: queda em uma área de mata de Urubici.
Os destroços foram encontrados posteriormente na região serrana.
Além do cantor, morreram o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Ricardo dos Santos Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
Rick Sollo: chuva, vento e baixa visibilidade entram na apuração
As autoridades também analisam as condições meteorológicas observadas na Serra catarinense.
Os registros citados pela FAB indicavam chuva forte, ventos intensos e baixa visibilidade provocada pela nebulosidade.
Ainda assim, não havia uma proibição formal para sobrevoar a região.
A investigação precisa cruzar dados da aeronave, trajetória, meteorologia, operação e outros elementos antes de estabelecer fatores contribuintes.
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