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DJ Zedd diz ter sido banido da China por curtir tuíte de 'South Park'

Série de humor vem fazendo críticas ao governo chinês e enfrentando represálias

13 out 2019 - 16h44
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O DJ Zedd afirmou que teria sido banido de entrar na China pelo governo chinês após ter usado a plataforma para curtir uma publicação feita pelo perfil da série South Park.

"Eu acabei de ser permanentemente banido da China porque curti um tuíte de South Park", escreveu o músico em suas redes sociais no último dia 10.

"Apenas para deixar claro, isso não é uma piada. O governo informou nossos promotores que, se eles não cancelarem meus shows agendados na China, eles irão retirar suas permissões culturais", prosseguiu.

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?I just got permanently banned from China because I liked a @southpark tweet.?

Uma publicação compartilhada por Zedd (@zedd) em

Entenda a polêmica envolvendo South Park e o governo da China

Um episódio de South Park chamado Band in China foi ao ar no dia 2 de outubro de 2019, fazendo uma crítica afiada a Hollywood, afirmando que a indústria do cinema molda seu conteúdo para evitar ofensas ao governo chinês.

O desenho mostra os trabalhos forçados em uma prisão chinesa e faz uma paródia das empresas que pensam apenas nos interesses comerciais e cedem à censura.

De acordo com o site The Hollywood Reporter, o governo chinês não se pronunciou sobre o caso, mas deletou todos os vídeos, episódios e discussões online sobre o desenho em serviços de streaming, mídias sociais e fan pages.

As buscas por South Park no Weibo, o equivalente chinês do Twitter, e em outros sites não mostrava nenhum resultado nesta terça-feira. Algumas páginas de vídeos por 'streaming' citavam alguns episódios, mas não era possível assistir a nenhum deles.

As buscas por South Park no Weibo, o equivalente chinês do Twitter, e em outros sites não mostrava nenhum resultado 
As buscas por South Park no Weibo, o equivalente chinês do Twitter, e em outros sites não mostrava nenhum resultado
Foto: Reprodução / Estadão

No Twitter, os criadores de South Park, Trey Parker e Matt Stone, apresentaram um pedido de desculpas repleto de ironias à China.

"Assim como a NBA, saudamos os censores chineses em nossas casas e em nossos corações. Nós também amamos dinheiro mais do que a liberdade e a democracia. Xi (Jinping) não se parece em nada com o Ursinho Pooh", afirma o comunicado, em uma referência aos memes proibidos que comparam o presidente chinês Xi Jinping com o urso da Disney.

"Vida longa ao Grande Partido Comunista da China! Que a colheita de sorgo deste outono seja abundante! Estamos bem com a China agora?", completa o comunicado.

O incidente coincide com a polêmica provocada por um tuíte de um executivo do Houston Rockets, time da NBA, a favor dos manifestantes pró-democracia em Hong Kong, o que provocou críticas do governo da China e ameaça prejudicar os negócios da NBA no país asiático.

A NBA divulgou um comunicado no qual lamentou a mensagem de Daryl Morey, diretor-geral do Houston Rockets, mas nesta terça-feira o comissário da Liga, Adam Silver, afirmou não pedirá desculpas pelo tuíte e não vai controlar as declarações de jogadores e dirigentes.

A resposta de Parker e Stone à China representa um grande contraste com as dadas por grandes empresas ocidentais, que rapidamente recuam diante de potenciais perdas no gigantesco - e muito nacionalista - mercado consumidor da China.

Empresas, que vão de companhias aéreas a marcas de moda, já divulgaram pedidos de desculpas, geralmente depois que são acusadas de "ferir os sentimentos do povo chinês".

* Com informações da agência AFP e Reuters.

Estadão
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