Clooney acusa jornal de incitar violência; Mail se desculpa
George Clooney resolveu se pronunciar sobre uma reportagem do jornal Daily Mail. O texto afirmava que a mãe da advogada Amal Alamuddin era contra o casamento dela com George Clooney por motivos religiosos.
Em coluna no USA Today, Clooney disse: "quero falar sobre a irresponsabilidade da matéria do Daily Mail, na segunda-feira (7). Não costumo responder tabloides, a menos que envolva a segurança de outras pessoas. O Daily Mail publicou uma reportagem completamente fabricada sobre a mãe da minha noiva ser contra nosso casamento por motivos religiosos. A nota dizia que a mãe de Amal contou para 'metade de Beirut' que era contra. Afirma também que eles brincaram com as tradições religosas druze, que acabariam com a morte da noiva. Deixe eu repetir: a morte da noiva".
"Primeiramente, nada na história é factualmente verdade. A mãe de Amal não é drusa. Não esteve em Beirut desde que eu e Amal começamos a namorar e ela não é, definitivamente, contra nosso casamento. Nada disso é o assunto central. Estou acostumado às histórias que o Daily Mail inventa, eles fazem isso toda semana e eu não ligo. Se falassem que Amal estava grávida ou que nosso casamento seria no set de Downton Abbey, ou qualquer outra história que eles sentam em seus computadores e inventam, eu não ligaria", continuou.
"Porém, as mentiras envolvem assuntos maiores. A irresponsabilidade chega a explorar diferenças religiosas que não existem. É negligente e perigoso. Temos familiares espalhados por todo o mundo e a ideia de alguém incitar e inflamar qualquer parte do mundo para vender jornais deveria ser criminosa. Sou filho de um jornalista. Aceito a ideia de que a liberdade de expressão pode ser uma inconveniência para a minha vida privada, mas essa história, assim como muitas outras, foi usada por milhares de outros jornais, usando o Daily Mail como fonte, como o Boston.com, New York Daily News, Gulf News, Emirates 24/7 e assim vai", disse.
"O Daily Mail, mais do que qualquer outra organização que se chama de noticiário, prova de tempos em tempos o fato de que não faz diferença alguma de como os artigos são feitos. Quando eles colocam os meus amigos e familiares em risco, cruzam o limite do 'tabloide engraçado' para entrar na arena dos que incitam a violência. Devem estar muito orgulhosos", completou.
Mais tarde, o jornal inglês escreveu uma nota para se desculpar com o ator. "A história do Mail Online não foi fabricada, mas publicada confiando na boa fé de uma jornalista freelancer respeitada e de confiança. Ela baseou a história em conversar com contatos que tem forte conexão com membros da comunidade na Inglaterra e a druze em Beirut. Só ficamos sabendo das queixas do Sr. Clooney pela manhã e começamos uma investigação", afirmou o jornal.
"De qualquer forma, aceitamos os termos do Sr. Clooney, de que a história é inapropriada e pedimos desculpas a ele, a Amal Alamuddin e sua mãe, Baria, por qualquer problema causado. Tiramos a nota do nosso site e entraremos em contato com os representantes de George Clooney para discutir e dar uma oportunidade de resposta para a ele", finalizaram.