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Caso Nardoni: novo nome surge como mentor do crime após 18 anos; saiba quem

Mistério em Tremembé: Testemunhas quebram o silêncio e detalham suposta confissão de Jatobá sobre a morte de Isabella Nardoni

9 mai 2026 - 11h39
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O crime que paralisou o Brasil há quase duas décadas acaba de ganhar um capítulo inesperado em solo americano. Protocolado em Washington, nos Estados Unidos, um novo pedido entregue à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) promete sacudir as bases do que se sabia sobre o assassinato de Isabella Nardoni.

Divulgação
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Foto: Mais Novela

O foco da petição, movida pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, recai agora sobre Antônio Nardoni, pai de Alexandre, que até então não havia sido processado diretamente pela tragédia ocorrida em 2008. A entidade, liderada por Agripino Magalhães, sustenta que novas providências precisam ser tomadas com urgência.

A base dessa movimentação jurídica são depoimentos sigilosos de policiais penais que atuavam no presídio de Tremembé. Segundo os relatos, Anna Carolina Jatobá teria fornecido informações cruciais sobre a dinâmica do crime durante o período em que esteve encarcerada.

Caso Nardoni e o segredo revelado por trás das grades

Conforme detalhado no documento enviado à Corte internacional, o silêncio de Jatobá teria sido quebrado em conversas dentro da unidade prisional. Em um diálogo tenso, ao ser questionada sobre quem teria dado o comando final para o ato que vitimou a enteada, a condenada teria respondido que tudo aconteceu por ordem de "daquele véio".

Ainda de acordo com as testemunhas ouvidas, a confirmação de que ela se referia ao sogro veio de maneira silenciosa, porém impactante. Quando perguntada diretamente se falava de Antônio Nardoni, a madrasta de Isabella teria apenas respondido em um gesto com a cabeça, enquanto não conseguia conter o choro.

Fraude processual e vigilância internacional

Contudo, as graves acusações não param na autoria intelectual. A denúncia aponta que Antônio teria orientado o filho a manipular a cena do crime logo após o ocorrido, buscando forjar um cenário de acidente doméstico. Por conta dessas suspeitas, o advogado Angelo Carbone solicita que a CIDH acompanhe o caso presencialmente e defende a quebra de sigilos telefônicos que poderiam provar uma fraude processual na época.

Enquanto isso, a liberdade atual de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá tem sido motivo de forte apreensão em bairros como Alphaville, em São Paulo. Em contrapartida, a defesa da família Nardoni rechaça todas as novas alegações e promete levar à Justiça aqueles que proferiram os depoimentos. Agora, o futuro dessa investigação emblemática depende exclusivamente das análises conduzidas em Washington, o que pode redefinir o destino de um dos casos mais trágicos que já ocorreram no Brasil.

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