Cantora famosa morre aos 48 anos após anos de luta contra câncer raro
Artista lutava desde 2019 contra um condrossarcoma e estava internada havia cerca de cinco meses; família divulgou comunicado nas redes
A cantora, compositora e violonista Letícia Nicolielo morreu aos 48 anos nesta quarta-feira (21), em Indaiatuba (SP), vítima de um condrossarcoma, tipo raro de câncer que enfrentava desde 2019. Com cerca de 30 anos de carreira dedicada à MPB, ao samba e à bossa nova, a artista destacou-se pelo tributo "Eller - A eterna garotinha" e por participações frequentes na cena cultural paulista. Ela estava hospitalizada há cerca de cinco meses devido ao agravamento de seu quadro de saúde.
A cantora, compositora e violonista Letícia Nicolielo morreu aos 48 anos nesta quarta-feira (21), em Indaiatuba, no interior de São Paulo. A morte foi confirmada pela família nas redes sociais. A artista enfrentava desde o fim de 2019 um condrossarcoma, tipo raro de câncer de cartilagem, e vinha relatando um agravamento recente do quadro de saúde.
No comunicado, os familiares agradeceram o carinho recebido. "É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Leticia Nicolielo. Neste momento de imensa tristeza, familiares e amigos se unem em saudade, amor e gratidão por todos os momentos compartilhados. Que sua memória permaneça viva nos corações de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la." O velório aconteceu na própria quarta-feira, em Indaiatuba, e o corpo será cremado.
A luta contra a doença
Em 2 de outubro, menos de três semanas antes de morrer, Letícia gravou um relato em que contava como estava. Ela explicou que estava internada havia cerca de cinco meses, desde uma crise de dor intensa em 30 de abril. "Olá, queridos, bem? Aqui é Letícia Nicolielo, cantora e violonista há 30 anos na estrada. Luto com um diagnóstico de condrossarcoma desde o final de 2019. No dia 30 de abril, eu tive uma crise de dor inimaginável, que me levou a ser internada."
A trajetória na música
Com cerca de três décadas de carreira, Letícia começou a tocar violão aos 11 anos e passou a atuar profissionalmente aos 18, também como produtora musical e empresária. Lançou o primeiro álbum autoral em 2012, com repertório voltado para MPB, samba e bossa nova. Entre os destaques da carreira está o espetáculo Eller - A eterna garotinha, estreado em 2014. Participou com frequência de eventos como o Maio Musical e o Festival de Inverno, e sua contribuição foi lamentada pela Secretaria Municipal de Cultura.
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