Ator choca por optar em interromper a própria vida aos 43 anos: 'Terminei com meus maus-tratos'
Astro resolveu não viver mais aos 43 anos e fez relato sobre o motivo antes de partir
O ator francês Arnaud Denis faleceu aos 43 anos após optar por eutanásia na Bélgica, em decorrência de dores crônicas e encefalomielite miálgica grave desenvolvidas após uma cirurgia em 2023. Antes de morrer, ele denunciou negligência médica. A notícia relembra a morte recente do escritor brasileiro Antonio Cicero, de 79 anos, irmão de Marina Lima, que também recorreu ao procedimento na Suíça em outubro de 2024, após relatar que os sintomas avançados do Alzheimer tornaram sua vida insuportável.
Nesta terça-feira (22), o ator francês Arnaud Denis morreu aos 43 anos após realizar eutanásia na Bélgica. O artista tinha problemas de saúde e dores crônicas após passar por uma cirurgia de hérnia em 2023. Pelas redes sociais, o famoso chegou a desabafar antes do óbito.
"Terminei com os maus-tratos médicos", declarou o astro. "Recuso-me a permitir que alguém me julgue. A menos que vivam seis meses no corpo de alguém com encefalomielite miálgica grave para compreender o horror absoluto", enfatizou Denis.
Arnaud chegou a apresentar uma denúncia no começo do ano alegando que os problemas que enfrentava tinham relação com a operação que realizou em 2023. Contudo, em agosto, o Ministério Público de Paris arquivou alegando falta de provas.
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ANTONIO CICERO, IRMÃO DE MARINA LIMA, FEZ O MESMO PROCEDIMENTO
O escritor e filósofo Antonio Cicero, irmão da cantora Marina Lima, realizou um procedimento de eutanásia na Suíça em outubro de 2024, aos 79 anos. O famoso, que tinha Alzheimer, não estava mais sabendo lidar com os sintomas da doença.
Antonio ainda deixou uma carta para as pessoas mais próximas. "Queridos amigos, Encontro-me na Suíça, prestes a praticar eutanásia. O que ocorre é que minha vida se tornou insuportável. Estou sofrendo de Alzheimer. Assim, não me lembro sequer de algumas coisas que ocorreram não apenas no passado remoto, mas mesmo de coisas que ocorreram ontem. Exceto os amigos mais íntimos, como vocês, não mais reconheço muitas pessoas que encontro na rua e com as quais já convivi", iniciou o poeta.
"Não consigo mais escrever bons poemas nem bons ensaios de filosofia. Não consigo me concentrar nem mesmo para ler, que era a coisa de que eu mais gostava no mundo. Apesar de tudo isso, ainda estou lúcido bastante para reconhecer minha terrível situação. A convivência com vocês, meus amigos, era uma das coisas - senão a coisa - mais importante da minha vida", indicou o autor.
"Hoje, do jeito em que me encontro, fico até com vergonha de reencontrá-los. Pois bem, como sou ateu desde a adolescência, tenho consciência de que quem decide se minha vida vale a pena ou não sou eu mesmo. Espero ter vivido com dignidade e espero morrer com dignidade. Eu os amo muito e lhes envio muitos beijos e abraços!", finalizou Cicero.
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