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Após fortes críticas de seguidores, Felipe Neto volta atrás, assume erro por uso de termo religioso e publica longo pedido de desculpas

O criador de conteúdo Felipe Neto se retratou publicamente depois de usar o termo "tranca-rua" como sinônimo de diabo durante uma transmissão do quadro FN Joga. A fala aconteceu enquanto o influenciador jogava um game de terror e tentava listar apelidos populares para a figura do capeta. Após a repercussão negativa entre seguidores, ele voltou […]

29 ago 2026 - 10h05
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Resumo
Após fortes críticas, Felipe Neto pediu desculpas publicamente por usar a entidade "Tranca-Rua", de religiões de matriz africana, como sinônimo de diabo em uma transmissão. O influenciador admitiu o erro grave, esclareceu que desconhecia o papel da figura como guardiã e destacou a importância de rever termos do senso comum que perpetuam a intolerância religiosa e o preconceito histórico contra cultos afro-brasileiros.
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O criador de conteúdo Felipe Neto se retratou publicamente depois de usar o termo "tranca-rua" como sinônimo de diabo durante uma transmissão do quadro FN Joga.

Felipe Neto comete racismo religioso (Imagem: Reprodução/Youtube)
Felipe Neto comete racismo religioso (Imagem: Reprodução/Youtube)
Foto: RD1 / RD1

A fala aconteceu enquanto o influenciador jogava um game de terror e tentava listar apelidos populares para a figura do capeta.

Após a repercussão negativa entre seguidores, ele voltou ao Instagram para reconhecer o erro e pedir desculpas.

O episódio ganhou força justamente pelo alcance do influenciador, que soma dezenas de milhões de seguidores em suas redes sociais.

O que Felipe Neto disse no vídeo

No momento de tensão do jogo, Felipe Neto verbalizou o medo citando nomes populares associados ao mal, incluindo "cramulhão" e "tranca-rua" como sinônimos para o diabo.

A fala equiparava a entidade Tranca-Rua, cultuada em religiões de matriz africana, à figura do diabo do imaginário cristão.

A associação é historicamente usada para demonizar cultos afro-brasileiros.

Tranca-Rua é considerado, dentro da cosmologia dessas religiões, um guardião e defensor, responsável por proteger terreiros e afastar más energias — o oposto do papel malévolo atribuído a ele na fala do influenciador.

A repercussão entre os seguidores

A fala gerou críticas de parte do público, que apontou o equívoco de tratar uma entidade de terreiro como sinônimo do mal.

O caso reacende um debate recorrente sobre intolerância religiosa no Brasil: expressões do senso comum que associam orixás, exus e entidades afro-brasileiras a demônios, prática com raízes na perseguição histórica a essas religiões.

Terreiros de candomblé e umbanda seguem relatando episódios de discriminação no país, o que torna esse tipo de fala, mesmo sem intenção deliberada, um gatilho sensível para a comunidade religiosa afetada.

O pedido de desculpas

Depois de ser informado sobre o real significado do termo, Felipe Neto publicou um texto assumindo o deslize: disse ter cometido um "erro que considero grave", já que sempre acreditou que tranca-rua fosse apelido para o diabo.

Ele completou explicando o que aprendeu: descobriu que tranca-rua é, na verdade, Exu — entidade que, segundo suas palavras, nada tem a ver com o mal.

Por que a retratação rápida importa

Reconhecer publicamente o erro, em vez de minimizá-lo ou ignorá-lo, é um gesto que tende a reduzir o desgaste de um criador de conteúdo com grande alcance.

O episódio também ilustra como expressões corriqueiras carregam preconceitos naturalizados, muitas vezes repetidos sem intenção deliberada de ofender.

Felipe Neto é conhecido por se posicionar publicamente em diversas pautas sociais, o que tornou o próprio deslize e a correção posterior ainda mais comentados nas redes.

Para parte do público, a rapidez da retratação foi vista como coerente com o histórico de engajamento do influenciador em causas ligadas a direitos e representatividade.

O caso também expõe como termos usados no dia a dia, sem reflexão, podem carregar preconceitos naturalizados há gerações na cultura popular brasileira.

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