Após cirurgia e quimioterapia, Tony Bellotto abre o coração sobre futuro e luta contra o câncer
Tony Bellotto fala sobre vida após câncer de pâncreas e revela mudança profunda
Após cirurgia e quimioterapia contra um câncer de pâncreas diagnosticado em março de 2025, o músico e escritor Tony Bellotto, de 66 anos, afirmou que sua prioridade agora é continuar vivo e focado no presente. Inspirado por filosofias orientais após encarar a gravidade da doença, o guitarrista dos Titãs pretende seguir compondo e escrevendo. Ele também levará seu relato de superação ao XXVII Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, no Rio de Janeiro, para compartilhar sua experiência com médicos.
A experiência de enfrentar um câncer de pâncreas mudou as prioridades de Tony Bellotto. Aos 66 anos, o guitarrista dos Titãs e escritor afirmou que seu maior desejo para os próximos anos é seguir vivo e continuar desfrutando das atividades que fazem parte de sua rotina. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta quinta-feira (5/11), o músico falou sobre como passou a enxergar o futuro depois do diagnóstico e destacou que pretende continuar compondo, escrevendo e aproveitando os momentos do cotidiano. "Ficar vivo, esse é o meu objetivo", resumiu.
Diagnóstico transformou a maneira de enxergar a vida
O tumor foi identificado em março de 2025, durante exames de rotina. Desde então, Bellotto passou por uma cirurgia e realizou sessões de quimioterapia como parte do tratamento. Ao recordar o impacto da notícia, o artista explicou que a gravidade da enfermidade provocou uma mudança imediata em sua percepção sobre a própria existência. "Um diagnóstico de câncer e, no meu caso, de um tão grave quanto o de pâncreas muda totalmente a sua visão de vida", afirmou. Segundo ele, a possibilidade da morte deixou de ser uma ideia distante e passou a fazer parte de sua realidade de maneira concreta.
O músico contou ainda que encontrou inspiração em ensinamentos de tradições orientais, especialmente nas filosofias budistas chinesa e tibetana. A partir dessa perspectiva, passou a concentrar suas atenções no presente, sem tentar controlar acontecimentos futuros. "Você tem que encarar a cada dia, a cada momento, a realidade que tem e lidar com ela", declarou ao comentar a transformação de comportamento. A postura, segundo Tony, representa uma mudança significativa na forma como conduz sua vida depois do tratamento.
Músico compartilhará experiência em congresso de oncologia
Nesta semana, o artista participa do XXVII Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, organizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), no Rio de Janeiro. O encontro reúne profissionais da área médica e será uma oportunidade para Bellotto dividir sua experiência com a doença. O câncer de pâncreas é conhecido pela dificuldade de diagnóstico precoce e apresenta índices baixos de sobrevivência: dados do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos apontam que cerca de 13% dos pacientes permanecem vivos cinco anos após a identificação do tumor. Mesmo diante desse cenário, o músico mantém como prioridade continuar trabalhando, criando e aproveitando a vida.
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