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NY: consumidores se preocupam com possível bloqueio de games usados

20 fev 2013
14h50
atualizado às 15h34
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<p>Fachada da GameStop, principal loja de varejo de games dos EUA, na esquina da Broadway com a Rua 33, em Nova York</p>
Fachada da GameStop, principal loja de varejo de games dos EUA, na esquina da Broadway com a Rua 33, em Nova York
Foto: Rafael Machtura / Terra

A notícia de que os novos videogames da Sony e Microsoft podem ganhar códigos de de ativação de jogos para seus primeiros compradores está deixando alguns consumidores nova-iorquinos preocupados. Isso porque o bloqueio acabaria com a possibilidade de se repassar games usados, podendo prejudicar o mercado de títulos desse gênero, que tem grande apelo entre os consumidores devido ao barateamento desses usualmente caros produtos. 

Quem divulgou a novidade foi a revista Edge, uma das mais respeitadas publicações do meio do mundo, em fevereiro, afirmando que fontes ligadas ao sucessor do Xbox 360 garantem que o console virá com essa medida anti-usados. Isso gerou consequências. A GameStop, maior redes de vendas de jogos eletrônicos dos EUA, com cerca de 6.650 lojas em 15 países, viu suas ações caírem 6,8%, assustando varejistas e consumidores no país. No ano passado, os produtos usados representaram 28% das vendas gerais em território norte-americano e 48% do lucro bruto da rede total de lojas.

Em janeiro de 2013, um usuário do forúm NeoGAF descobriu que a Sony Japão abriu uma patente para usar a tecnologia NFC, que reconhece e bloqueia títulos já registrados, como propriedade de algum console ou conta no PSN.

Procurada pelo Terra, a GameStop não respondeu aos pedidos de entrevista até o fechamento desta matéria, porém a reportagem ouviu a opinião dos consumidores a respeito da suposta tentativa das fabricantes de games acabarem com o mercado de usados.

Para Isabel Aitell, 13 anos, proprietária de um Xbox 360, a medida “anti-consumidor” não é justa e leal. “Eles estarão forçando as pessoas a sempre comprarem jogos de US$ 50 de uma única fonte”, explicou. “Com a liberação dos títulos usados, você sabe que não precisa adquiri-los assim que são lançados e pode deixar para comprá-los depois que alguém termina o jogo, vendendo-os mais barato”. Se os próximos videogames realmente vierem com o bloqueio, além da não compatibilidade com suas gerações anteriores, a jovem contou que não vai comprá-los.

<p>Ao contr&aacute;rio da maioria dos entrevistados, Jose &eacute; a favor da medida</p>
Ao contrário da maioria dos entrevistados, Jose é a favor da medida
Foto: Rafael Machtura / Terra

Dono de todos os grandes consoles, exceto o recém-lançado Wii U, da Nintendo, Brendan Lynch, 26 anos, disse que não tem certeza sobre os reais efeitos da medida. “Alguém me disse que, já que todos terão de comprar seus próprios jogos, o preço deles vi cair, o que é legal. Mas também pode não cair, o que vai ser muito prejudicial”, opinou. 

Independente da medida, ele não vê alternativa a não ser comprá-los assim que forem lançados. 

O tímido Shannon Elmes, que não deixou ser fotografado, acredita que a medida irá “matar a GameStop”. Porém, o jogador de PS3 não tem costume de comprar títulos usados pois gosta de jogar multiplayer com o online pass, ação que já restringe a apenas um usuário nos servidores dos games.

Outra tendência que já está prejudicando os varejistas são as compras de jogos, por lojas online, como a Steam, da Valve, a PlayStation Network e Xbox Live. Porém, os fabricantes ainda dependem das lojas para comercializar seus consoles e a vendas de jogos físicos ainda será uma realidade na próxima geração.

Quem também é contra o bloqueio de jogos usados é o paquistanês Farid Sanaullah. Residente nos Estados Unidos, ele acredita que as empresas não deveriam bloquear as interações humanas, proibindo a comercialização posterior das coisas que as pessoas compram.

“Eles também vão acabar com outras partes do negócio, como lojas e sites”, disse. Procurando um Xbox 360 usado na GameStop, Farid disse que tem o costume de comprar jogos de segunda mão, pois tem família e outros gastos para arcar. “Meu PS2 é usado e funciona perfeitamente."

José Richer, que não se considera um grande gamer, vê até uma certa vantagem na ação: “pode ser uma boa ideia para o consumidor, pois os jogos podem ficar cada vez mais personalizados."

Já para Mike, que não quis falar seu sobrenome, a medida não faz diferença, pois ele só compra games nas pré-vendas. “Compro jogos usados quando empresto e alguém quebra ou não devolve."

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Fonte: Terra
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