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Nos EUA, receita de games superou cinema e streaming em 2018

Indústria dos jogos gerou US$ 43,8 bilhões contra US$ 41,7 bilhões das bilheterias de Hollywood

23 jan 2019
11h16
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Nos EUA, em 2018, a receita de games superou o dinheiro arrecado pela indústria do cinema e do streaming de vídeos. Segundo um relatório da Entertainment Software Association em conjunto com o NPD Group, a indústria dos jogos teve no ano passado receita US$ 43,8 bilhões. Impulsionada por novos título de séries como God of War e Read Dead Redemption e pela popularidade do estilo Battle Royale, o aumento na receita foi de 18% em relação a 2017.

Fortnite ajudou indústria dos games superar cinema e streaming em 2018
Fortnite ajudou indústria dos games superar cinema e streaming em 2018
Foto: Divulgação / Estadão

A cifra pode colocar os games como principal fonte de renda da indústria do entretenimento. Segundo dados preliminares da comScore, a indústria do cinema deve registrar receita de bilheteria em 2018 em torno de US$ 41,7 bilhões. Já a Digital Research projeta que a indústria do streaming de vídeo registrará para 2018 receita de US$ 28,8 bilhões, o que inclui assinaturas e propagandas.

No último balanço financeiro da Netflix, Reed Hastings, presidente executivo da companhia, demonstrou preocupação com a concorrência dos games em relação à sua empresa. "Competimos (e perdemos) mais com o Fortnite do que com a HBO", escreveu ele. A companhia aumentou o número de assinantes, mas entregou receita abaixo do esperado.

A pesquisa da NPD inclui receita gerada com a venda de hardware e acessórios físicos e software, assinaturas e compras de objetos virtuais. A menor parte do dinheiro vem de hardware, como consoles, e acessórios, como controles e fones. Foram arrecadados US$ 7,5 bilhões, crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Os outros US$ 35,8 bilhões vem de ítens não físicos, como compras de jogos e objetos dentro dos jogos e assinaturas para serviços como a PlayStation Now e a Xbox Games Pass. O crescimento desse quesito foi de 18% em relação a 2017.

Estadão
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