Estudo com monges budistas prova que meditação não só acalma, como também altera o cérebro. Entenda!
Meditar ajuda a deixar o cérebro mais complexo e ativo através de uma mudança de dinâmicas neurais
Você já pensou em fazer meditação? Essa é uma prática muito conhecida por trazer mais relaxamento, ideal para quem busca esvaziar totalmente a mente e aprimorar o foco. O que muita gente não sabe é que essa prática vai além de nos deixar mais leves. Na verdade, enquanto estamos calminhos, cérebro está em grande movimento!
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Montreal e do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália reuniu 12 monges budistas de tradição tailandesa que vivem em Santacittārāma, um mosteiro nos arredores de Roma. Todos eles fazem parte da escola mais antiga do budismo ainda existente. Durante a pesquisa, os cientistas observaram como a atividade cerebral dos participantes se comporta durante a meditação através da técnica da magnetoencefalografia (MEG), que registra os sinais elétricos do cérebro.
Tipos de meditação
Antes de tudo, é importante entender que, para este estudo, foram levados em conta as duas formas clássicas de meditação. A Samatha é focada na atenção sustentada em um objeto específico (que pode ser a própria respiração), com o objetivo de alcançar um estado profundo de concentração, calma e estabilização da mente. Já a Vipassana é uma técnica mais voltada para a observação atenta das sensações, emoções e pensamentos enquanto eles surgem no presente, com o intuito de desenvolver uma compreensão mais pronfunda da mente.
Karim Jerbi, professor de Psicologia da Universidade de Montreal e um dos autores do estudo explica como isso funciona...
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