Timothée Chalamet colocou em risco seu Oscar da maneira mais tola possível: dizendo que ópera e balé não importam para ninguém
O ator jovem mais promissor do momento declara publicamente seu desprezo pelo balé e pela ópera. Isso pode lhe custar caro.
Uma conversa sobre o futuro do cinema nas salas de exibição desencadeou, quase acidentalmente, uma das controvérsias culturais mais inesperadas da reta final da temporada de premiações. Timothée Chalamet teve a infeliz ideia de usar ópera e balé como símbolos de irrelevância cultural, e as instituições da indústria reagiram, ao mesmo tempo em que começaram a questionar as chances de Chalamet ganhar um Oscar que muitos consideravam garantido.
"Eu não queria dançar"
Chalamet não estava tentando falar sobre ópera. A conversa, realizada em 4 de março com seu colega de elenco de "Interestelar", Matthew McConaughey, girou em torno de algo mais amplo: se o cinema nas salas de exibição tem futuro e se os atores deveriam implorar para que o público assistisse a seus filmes. Chalamet argumentou que bons filmes (citando o fenômeno 'Barbenheimer' como exemplo) não precisam de ninguém para promovê-los.
Para ilustrar sua alternativa, ele recorreu a uma imagem um tanto distorcida:
"Não quero trabalhar com balé ou ópera, o que é como dizer: 'ei, vamos manter isso vivo, mesmo que ninguém se importe mais'". (...) Com todo o respeito às pessoas do balé e da ópera".
Tarde demais.
Algumas reações
Instituições de ópera e balé foram as primeiras a se manifestar: o Royal Ballet and Opera de Londres publicou um vídeo no Instagram na sexta-feira com artistas e técnicos no palco do teatro. Na legenda, convidaram o ator a reconsiderar sua posição, sem qualquer conflito.
A English National Opera foi um pouco ...
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