'Somos Tereza' revisita a história de Tereza de Benguela para celebrar a resistência negra e indígena
Com participação de Zezé Motta, longa mistura documentário e ficção para revisitar a trajetória da líder quilombola
A história de Tereza de Benguela, uma das maiores lideranças negras do Brasil colonial, chegará aos cinemas com Somos Tereza, projeto dirigido por Danielle Bertolini e Oz Ferreira. Misturando documentário, ficção e performance, o longa mergulha na memória da líder quilombola a partir das vozes e experiências das mulheres de Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso.
A produção estabelece uma ponte entre passado e presente ao revisitar a trajetória de Tereza de Benguela, que comandou o Quilombo do Quariterê durante o século XVIII. Localizada na região onde hoje está Vila Bela da Santíssima Trindade, a comunidade se tornou símbolo da resistência negra e indígena diante da opressão colonial.
A produção conta ainda com direção musical de Lui Coimbra e participação especial da atriz Zezé Motta (Xica da Silva), uma das artistas mais importantes na valorização da cultura e da identidade negra no audiovisual brasileiro. Segundo as diretoras, o projeto propõe uma experiência que ultrapassa as classificações tradicionais do cinema.
"É mais que uma experiência, é Cinevivência, um filme que borra as fronteiras entre os gêneros ficção, documentário e performance. É um encontro de histórias, talentos, ancestralidade e oralidade, que costura passado e presente em uma narrativa potente e transformadora", afirmam.
Mais do que recontar uma história, o filme busca transformar essa herança em experiência viva. As memórias, os corpos, os cantos e as narrativas das mulheres da cidade se tornam parte fundamental da construção audiovisual, revelando como o legado de Tereza permanece presente nas gerações atuais.
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